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17/02/2010 - 20h04

Bovespa sobe mais de 2% em dia de ajuste

SÃO PAULO - A quarta-feira foi pautada pelo ajuste de posições na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de dois pregões sem negócios, os agentes corrigiram preços e levaram o Ibovespa a subir 2,17%, para fechar 67.284 aos pontos. Tal pontuação não era observada em quase um mês. O giro financeiro ficou em R$ 7,35 bilhões.

Boa parte do volume (R$ 3,09 bilhões) reflete o vencimento do Ibovespa futuro. O contrato de fevereiro foi liquidado e a referência passa a ser o vencimento de abril. O Ibovespa que venceu subiu 2,16%, a 67.350 pontos, enquanto o contrato de abril ganhou 1,95%, a 67.900 pontos.

Segundo o analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari, a bolsa ficou fechada por dois dias e nesse período o mercado externo teve uma considerável melhora de humor, com novas notícias de ajuda à Grécia.

Alem disso, lembrou o especialista, também saíram dados positivos sobre a economia americana, o que garantiu um pregão de forte alta para os índices em Wall Street na terça-feira.

"Com isso, já começamos o dia corrigindo", disse Oltramari, lembrando que com poucos minutos de pregão, o Ibovespa já operava acima dos 67 mil pontos, com alta superior a 2%.

Voltando o foco para o mercado local, Oltramari acredita que a maior preocupação está relacionada com o futuro da inflação. O boletim Focus, do Banco Central, voltou a mostrar piora nas projeções do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), agora estimado em 4,8% no fechamento de 2010, acima do centro da meta de 4,5%.

"Isso pode levar o mercado a antecipar a perspectiva de ajuste na Selic. Mas tal alta não seria para conter a inflação, mas sim as expectativas de inflação", disse.

Dentro do Ibovespa, os carros-chefe lideraram a retomada. Para Oltramari isso representa o retorno de um cenário mais tranquilo para o mercado local. Com R$ 807 milhões em volume, Vale PNA fechou com alta de 3,62%, a R$ 44,29, e Petrobras PN ganhou 1,33%, a R$ 34,25.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA subiu 4,68%, para fechar a R$ 48,31, e CSN ON avançou 2,14%, a R$ 59,04. Também entre os maiores volumes, Itaú Unibanco ganhou 2,15%, a R$ 37,88, e BM & FBovespa ON se valorizou 2,99%, a R$ 12,40.

O destaque de alta do índice ficou com o ativo PN da AmBev, que saltou 5,84%, a R$ 179,01, MMX ON garantiu alta de 5,40%, para R$ 13,25, e Natura ON subiu 5%, para fechar a 34,65.

Duratex ON, BRF Foods ON, Rossi ON, Usiminas ON, Bradespar PN, PDG Realty ON e Fibria ON ganharam mais de 4% cada.

Na ponta oposta, Redecard ON teve baixa de 1,23%, a R$ 24,89. E de caráter mais defensivo, o setor de telecomunicações não acompanhou a retomada. Brasil Telecom PN devolveu 1,14%, a R$ 12,99, Telemar PN cedeu 1,10%, a R$ 32,29, Vivo PN recuou 0,87%, a R$ 51,25. Telemar ON e TIM Part PN também apresentaram variação negativa. Fora do índice, Telebrás voltou a chamar compradores e disparou 26,37%, a R$ 2,30, com mais de R$ 137 milhões em volume. Alta expressiva também para Tectoy PN, que subiu 40%, a R$ 0,14.

Hoje, foi cancelado o registro das ações ON e PN da Parmalat. Seguem negociados os recibos de ações da Laep, empresa que controla a Parmalat no Brasil. O ativo ganhou 2,84%, a R$ 1,81.

(Eduardo Campos | Valor)

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