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17/02/2010 - 11h54

Bovespa teve melhor semana do ano antes do Carnaval

SÃO PAULO - A China centrou a atenção dos agentes na já distante sexta-feira ao anunciar nova medida de restrição monetária. A taxa do depósito compulsório foi elevada, o que na prática significa uma diminuição dos recursos disponíveis para crédito.

A notícia azedou um pouco o humor dos agentes, mas não teve força para reverter os ganhos acumulados pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na semana, nem a desvalorização do dólar. Com outra dinâmica, os contratos de juros futuros " andaram de lado " conforme jargão de mercado, mostrando indefinição dos agentes. Além da China, a sexta-feira também reservou o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro, que cresceu 0,1% no quarto trimestre, contra previsão de 0,3%. O avanço de 0,6% registrado pela França compensou as variações negativas registradas pela Grécia e Espanha e estagnação da Alemanha.

Nos Estados Unidos, o destaque ficou por conta das vendas varejistas de janeiro, que subiram 0,5%, superando o ganho de 0,3% previsto. Tirando os automóveis da conta, o crescimento ficou em 0,6%.

Na Bovespa, o período da manhã foi marcado por acentuado movimento de venda, mas o Ibovespa recuperou mais de 700 pontos antes de fechar com baixa de 0,41%, aos 65.854 pontos. O giro ficou em R$ 5,46 bilhões, um dos menores do ano. Apesar da queda, o índice garantiu valorização semanal de 4,93%. O que representa a melhor semana do ano. No mês, o ganho é de 0,69%. Já em 2010, o índice acumula queda de 4%. No câmbio, a formação da taxa no mercado local seguiu a sinalização externa. Ao questionar o crescimento da China os agentes venderam commodities e foram em busca de proteção na divisa americana. Ao final da jornada, o dólar comercial valia R$ 1,859 na venda, alta de 0,48%. Apesar de subir por três dias seguidos, o dólar ainda terminou a semana devendo 1,69%. Em fevereiro, a divisa perde 1,38%, mas o no ano ainda ganha 6,65%. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar subiu 0,62%, para R$ 1,8635. O volume foi de inexpressivos US$ 2 milhões. No interbancário o recuou foi de US$ 1,3 bilhão para US$ 1,1 bilhão.

Vale lembrar que os negócios na BM & F foram interrompidos das 10h45 às 11h25, em função de problemas técnicos na plataforma GTS.

O gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, assinalou que as notícias deixaram o mercado um pouco preocupado, o que levou a cotação do euro a ceder. "Perto dos outros dias, o fluxo também está muito baixo. Muitos nem quiseram abrir posições, por causa do feriado", comentou.

No mercado de juros futuros, dois momentos distintos. Pressionado pela inflação registrada pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de fevereiro, que veio mais alta que o previsto, os contratos encerraram a primeira etapa dos negócios acumulando prêmios de risco.

Já à tarde, atentos com o feriado que deixaria as operações paradas na segunda e na terça-feira, os investidores reduziram as posições em alguns vencimentos e os contratos fecharam o dia sem rumo definido.

Ao fim da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, caía apenas 0,01 ponto percentual, a 10,24%, enquanto os contratos do primeiro mês de 2012 e de 2013 recuavam 0,02 ponto e 0,04 ponto respectivamente, a 11,45% e a 11,98%. Já o DI para janeiro de 2014 subia 0,02 ponto, a 12,28%.

Entre os vencimentos curtos, julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, cedia 0,02 ponto, a 9,15%, enquanto o DI de abril estava parado, a 8,695%.

(Eduardo Campos | Valor)

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