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17/02/2010 - 17h33

Depois de avançar nas três últimas sessões, dólar tem queda

SÃO PAULO - A moeda americana voltou a perder força em relação ao real, depois de ter se apreciado nas três últimas sessões. Os negócios desta quarta-feira tiveram menor duração, com início apenas às 13 horas, por conta do feriado de Carnaval.

Com mínima de R$ 1,828 e máxima de R$ 1,840, o dólar comercial terminou o dia em baixa de 1,66% ante o fechamento de sexta-feira, a R$ 1,826 na compra e a R$ 1,828 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), não houve transações. Já os negócios no interbancário caíram de US$ 1,1 bilhão para US$ 114,7 milhões, de sexta-feira da semana passada para hoje.

Em leilão de compra de dólar no mercado à vista realizado pelo Banco Central (BC), a taxa de corte correspondeu a R$ 1,8329.

O analista econômico da CM Capital Markets, Luciano Rostagno, observa que o movimento cambial foi uma correção em relação aos primeiros dois dias desta semana, quando não houve operações no Brasil.

" O mercado fez um ajuste dos acontecimentos de ontem, quando o euro subiu mais de 1% em relação ao dólar. Além disso, vemos a bolsa subindo, com uma entrada de investimento estrangeiro, em meio ao vencimento do Ibovespa futuro " , comentou.

Entre os destaques de amanhã, Rostagno aponta os dados do fluxo cambial, no front doméstico. Nos Estados Unidos, as atenções devem estar voltadas à divulgação dos pedidos de seguro-desemprego.

" Vemos o mercado de trabalho americano ainda num ritmo fraco, apesar da retomada. A criação de vagas é bastante modesta e os números devem ser monitorados com atenção " , ressaltou o analista.

Nesta quarta-feira, o Boletim Focus, do Banco Central (BC), revelou que as instituições financeiras mantiveram as previsões para a cotação do dólar ao fim de 2010 e de 2011, em R$ 1,80 e R$ 1,85, respectivamente. Para fevereiro, a projeção do mercado aumentou de R$ 1,82 para R$ 1,85.

O relatório ainda mostrou que os agentes esperam um superávit comercial de US$ 10 bilhões para a balança brasileira de 2010 e uma entrada de US$ 38 bilhões em investimento estrangeiro direto. As estimativas não apresentaram mudanças.

Para a conta corrente, a projeção das instituições é de déficit de US$ 50,05 bilhões. Antes, era esperado resultado deficitário de US$ 48 bilhões.

(Beatriz Cutait | Valor)

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