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18/02/2010 - 16h22

Apesar de dados fortes de emprego, DIs fecham sem direção certa

SÃO PAULO - Em um dia marcado pela volatilidade dos mercados em geral, os Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam os negócios sem direção definida na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Se de um lado a divulgação dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos ao primeiro mês de 2010 mostrou um resultado maior que o esperado e pressionou o mercado de juros futuros, indicadores de inflação mais brandos exerceram força contrária.

Segundo o Ministério do Trabalho, o primeiro mês de 2010 contou com a criação de 181.419 empregos formais no Brasil, um novo recorde para o período. O ministro Carlos Lupi afirmou que 2010 será o melhor ano para a formação de emprego no Brasil e voltou a dizer que aposta na criação de 2 milhões de vagas formais no país no período.

Já a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revelou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo subiu 1,09% na segunda apuração de fevereiro, abaixo da taxa registrada na abertura do mês, de 1,28%. Também contribuiu para a redução dos prêmios de risco a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que, após seis semanas em aceleração, apresentou o primeiro recuo. Na segunda prévia de fevereiro, a alta correspondeu a 1,04%, ante acréscimo de 1,33% no início do mês.

Ao fim da jornada, o DI com vencimento em janeiro de 2011, o mais líquido do dia, avançava apenas 0,01 ponto percentual, a 10,25%, enquanto o contrato do primeiro mês de 2012 recuava 0,03 ponto, a 11,40%. Maior baixa foi verificada entre os contratos de janeiro de 2013 e de 2014, que caíram 0,07 ponto e 0,04 ponto, respectivamente a 11,92% e a 12,25%.

Entre os vencimentos curtos, julho de 2010, que divide as apostas quanto à possibilidade de alta na Selic no primeiro ou no segundo semestre, ficou estável, a 9,15%, assim como o DI de abril, que manteve taxa de 8,696%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 421.685 contratos, equivalentes a R$ 36,638 bilhões (US$ 20,006 bilhões), acima do registrado ontem (306.770 contratos). O vencimento para janeiro de 2011 foi o mais negociado, com 167.270 contratos, equivalentes a R$ 15,360 bilhões (US$ 8,387 bilhões).

"Os números do Caged pesaram, já que o indicador mostra que o esgotamento de recursos disponíveis está ocorrendo de forma muito rápida. Vemos o fechamento do hiato do produto", assinalou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

Apesar do reflexo dos dados de emprego sobre alguns contratos, o economista ressaltou que as oscilações da curva de juros estão mais relacionadas com questões técnicas do mercado.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vendeu 750 mil títulos no leilão tradicional de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), com giro de R$ 3,107 bilhões, e outras 4,027 milhões de notas de Letras do Tesouro Nacional (LTN), de um total de 4,25 milhões ofertadas, a R$ 3,18 bilhões.

No caso das Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F), a instituição teve venda integral de 1,5 milhão de títulos, a R$ 1,33 bilhão. No resgate antecipado feito com os mesmos títulos, nenhuma oferta foi aceita pelo Tesouro. Amanhã, o destaque da agenda fica por conta da divulgação da segunda prévia do mês do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), a ser divulgado pela FGV às 8h.

(Beatriz Cutait | Valor)

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