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18/02/2010 - 18h35

Bovespa tem novo pregão de alta com ajuda da Vale

SÃO PAULO - A quinta-feira foi pautada pela instabilidade na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas no final das contas as ordens de compra prevaleceram. Com destaque para as ações da Vale, o Ibovespa terminou a jornada com alta de 0,82%, aos 67.836 pontos, maior pontuação em cerca de um mês. O giro foi de R$ 5,84 bilhões.

Segundo um operador de mercado que preferiu não se identificar, os ganhos do dia estão apoiados nos ativos da Vale. O papel PNA da mineradora movimentou mais de R$ 880 milhões, antes de fechar com alta de 2,05%, a R$ 45,20. Já o papel ON ganhou 1,69%, a R$ 52,17.

Mesmo sem novas notícias sobre o tema, o especialista apontou que o que pode ter estimulado a compra dos ativos da mineradora é o retorno das discussões sobre o reajuste no preço do minério de ferro. As estimativas são de 20% a 50%.

Contribuindo também para os ganhos do dia, Petrobras PN reverteu perdas e fechou com alta de 1,28%, a R$ 34,69. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que a instituição poderá aumentar sua participação no capital da Petrobras durante a operação de capitalização da estatal.

O mercado externo também contribuiu para a valorização do índice. Segundo o operador, os dados negativos sobre a economia americana foram relevados pelos agentes, que impulsionam os índice americanos para o terceiro pregão seguido de alta.

Com cerca de meia hora o final dos negócios em Wall Street, o Dow Jones subia 0,75%, e o Nasdaq ganhava 0,61%.

Segundo o Departamento de Trabalho, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 1,4% em janeiro, quase o dobro o previsto. Já o núcleo do indicador, que tira alimentos e energia da conta, aumentou 0,3%.

Também foi divulgado que os pedidos por seguro-desemprego subiram em 31 mil na semana passada, para 473 mil. Ainda na agenda americana, mas com viés mais positivo, o índice de indicadores antecedentes registrou elevação de 0,3% no mês passado, após acréscimo de 1,2% em dezembro de 2009. E o Federal Reserve (Fed) da Filadélfia mostrou que a atividade industrial melhorou na região. O indicador que mede esse desempenho saiu de 15,2 em janeiro para 17,6 agora em fevereiro.

De volta à Bovespa, o operador também ressalta que o índice confirmou rompimento de uma importante resistência gráfica na casa dos 67.400 pontos, o que poderia abrir caminho para a retomada dos 70 mil pontos.

No campo corporativo, Itaú Unibanco PN recuperou perdas, para fechar com alta de 0,31%, a R$ 38,00, mas Bradesco PN caiu 0,61%, a R$ 32,30, e OGX Petróleo ON recuou 0,28%, a R$ 17,60.

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA ganhou 2,04%, a R$ 49,30, confirmando alta de 4,68% registrada ontem. CSN ON teve acréscimo de 0,93%, a R$ 59,59. Ainda no setor de matérias-primas, MMX Miner ON subiu 1,96%, a R$ 13,51.

Depois de ficar de fora da retomada de ontem, Redecard ON teve o maior ganho do dia, avançando 3,93%, a R$ 25,87. JBS ON e Rossi ON ganharam mais de 2% cada, para R$ 9,52 e R$ 14,56, respectivamente.

Puxando as perdas, TAM PN caiu 3,26%, a R$ 34,66, Copel PNB terminou com baixa de 2,07%, a R$ 38,68, e Telemar Norte Leste PNA recuou 1,77%, a R$ 53,03. Fora do índice, as units da elétrica Terna destoaram ao movimentar R$ 193 milhões, quinto maior volume do dia. O papel entrou em leilão algumas vezes no decorrer do pregão conforme o Credit Suisse fez oferta de compra por mais de 12% dos ativos, ou 3,844 milhões de ações. O papel fechou estável a R$ 37,88.

Também com volume elevado, R$ 125 milhões, Telebrás PN terminou com baixa de 6,08%, a R$ 2,16. Depois de girar R$ 65 milhões, Kepler Weber ON ganhou 9,43%, a R$ 0,58. Ainda na chamada quinta linha, Cobrasma ON e PN subiram mais de 25% cada. (Eduardo Campos | Valor)

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