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18/02/2010 - 10h11

China, G-20 e vencimento de opções repercutem sobre a Bovespa no dia

SÃO PAULO - Em um dia até então mais esvaziado de referências para o mercado, dada a falta de indicadores no cenário externo, a China decidiu adotar nova medida para controlar a inflação e trouxe um viés negativo para os negócios brasileiros.

O banco central do país elevou o compulsório bancário pela segunda vez neste ano. A alíquota vai subir em 0,5 ponto percentual a partir do dia 24 deste mês. A iniciativa foi conhecida 10 dias depois de a China ampliar a taxa de juro.

No mercado nacional, a bolsa deve iniciar o pregão no campo negativo. A sinalização parte do Ibovespa futuro que, há pouco, recuava 0,45%, aos 68.305 pontos.

Ontem, o Ibovespa teve alta 0,16%, aos 67.684 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 6 bilhões. Na semana, o índice já sobe 2,93% e, no mês, avança 1,67%.

Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,24%, o Nasdaq avançou 0,21% e o S&P 500 se valorizou em 0,31%.

Neste fechamento da semana, os mercados ainda estão de olho na primeira reunião ministerial do G-20, sob a presidência da França, que começa hoje, em Paris, com um claro recuo francês na sua agenda ambiciosa sobre preços agrícolas.

Nesta sexta-feira e no sábado, a ministra de Finanças francesa, Christine Lagarde, comandará o encontro de ministros de finanças e bancos centrais do G-20 também com outras preocupações. A China continua dando indicações contraditórias, se aceita, ou não, indicadores para identificar desequilíbrios macroeconômicos e medidas para corrigi-los.

Além disso, os agentes aguardam um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, às 11h.

Vale lembrar que, na segunda-feira, as bolsas em Wall Street não operam em função de feriado. No Brasil, o próximo pregão reserva o vencimento de opções sobre ações.

Nesta manhã, os índices futuros de Wall Street estavam praticamente estáveis, enquanto as bolsas europeias não tinham rumo definido.

Na Ásia, a maior parte das bolsas encerrou a semana no azul, após Taiwan informar que a economia do país cresceu acima das estimativas no quarto trimestre de 2010. O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 6,92%, nos três últimos meses do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2009.
Com isso, o índice Taiwan Taiex, da bolsa de Taipé, fechou em alta de 1,84%, assim como, em Seul, o Kospi avançou 1,82%. A bolsa de Hong Kong também apresentou valorização acentuada. O índice Hang Seng ganhou 1,26%, enquanto, em Tóquio, o Nikkei 225 teve leve avanço, de 0,06%. Já em Xangai, o Shanghai Composite recuou 0,93%.
O mercado permanece atento aos conflitos no Oriente Médio e no norte da África, onde manifestantes realizam protestos contra governos autoritários.
No Brasil, as atenções estão voltadas ao balanço da BM&FBovespa, que encerrou 2010 com um lucro líquido de R$ 1,144 bilhão, resultado 29,9% superior aos R$ 881,1 milhões apurados em 2009. No quarto trimestre, o lucro líquido aumentou 18,8% sobre o mesmo trimestre de 2009, para R$ 261,467 milhões.

(Beatriz Cutait | Valor)
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