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18/02/2010 - 18h30

Decisão de Paulo Octávio de ficar no cargo é retrocesso, diz deputado

SAO PAULO - A decisão do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), de permanecer no cargo representa um retrocesso e a continuidade da crise em Brasília.

A avaliação foi feita pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP) em meio aos rumores de que Paulo Octávio poderia renunciar ao cargo por ter seu nome ligado a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, que investiga o suposto pagamento de propina para deputados distritais.

José Roberto Arruda, preso desde o dia 11 de fevereiro por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi apontado pela PF como o chefe do esquema de corrupção.

"Neste ponto, concordo com o procurador-geral da República (Roberto Gurgel), que pede a intervenção federal. Nada mais natural, já que Arruda, Paulo Octávio e mais uma boa parte da Câmara Legislativa estão comprometidos com a investigação que irá avaliar os processos de cassação de mandatos", destacou Valente.

Correligionário de Paulo Octávio, o deputado José Carlos Aleluia (BA) preferiu não polemizar e frisou que mais importante neste momento é a continuidade do funcionamento das instituições públicas no DF.

Em relação ao futuro do governador em exercício no partido, Aleluia disse que o DEM irá examinar o caso na próxima semana. "Vamos evitar o açodamento. Diferente do PT, estamos tomando providências para que a impunidade não seja privilegiada", declarou. Paulo Octávio anunciou há pouco que fica no cargo. Ele deixou claro que atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria "preocupado" com a possibilidade de intervenção federal em Brasília, que deve ser votada na próxima semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Tenho pronta minha carta de demissão, mas vou aguardar mais alguns dias", afirmou.

(Fernando Taquari | Valor)

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