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18/02/2010 - 20h50

Decisão de Paulo Octávio irrita integrantes do DEM

SÃO PAULO - O anúncio do governador interino do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), de ficar no cargo despertou a ira de alguns integrantes do partido.

Líder do DEM na Câmara, o deputado Paulo Bornhausen (SC) disse que o correligionário praticamente assinou sua ficha de desfiliação ao seguir o conselho do presidente Lula para permanecer a frente do governo distrital.

Paulo Octávio, no entanto, divulgou uma nota em que admite que não houve nenhum tipo de recomendação por parte de Lula, como ele havia dito anteriormente, quando anunciou sua decisão de ficar como governador interino.

"Somos pela aprovação e aplicação imediata do projeto da Ficha Limpa (projeto que inviabiliza a candidatura de pessoas condenadas em primeira instância). E temos moral para assumir essa posição. O que Lula e o PT querem é nivelar a política por baixo, a partir de seus atos", afirmou Bornhausen, lembrando o escândalo de corrupção do mensalão, em 2005, quando parlamentares da base aliada foram acusados de receber propina em troca de apoio político.

O esquema é similar ao "mensalão do DEM", deflagrado há três meses atrás pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF). As investigações apontam o governador José Roberto Arruda (sem partido), preso desde a semana passada por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), como o mentor da quadrilha. Paulo Octávio teve seu nome ligado às apurações.

Bornhausen ainda ressaltou que o partido segue firme com a decisão da semana passada de expulsar os filiados que optarem por permanecer no governo do DF. O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM- BA) reforçou a recomendação. "Quem não renunciar ao seus cargos vai ser expulso da legenda. Já pagamos um preço alto por tudo o que aconteceu. Não podemos continuar vinculados a esse governo", declarou em nota. (Fernando Taquari | Valor)

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