UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

18/02/2010 - 12h23

Indústria puxa geração recorde de emprego em janeiro

SÃO PAULO - A indústria de transformação foi a principal responsável pela geração de 181.419 empregos formais em janeiro, novo recorde para o mês. O saldo líquido decorreu de 1.410.462 admissões e 1.229.043 desligamentos. O destaque coube para a geração de 68.920 empregos formais na indústria de transformação. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a retomada da indústria de transformação, que, em janeiro do ano passado, tinha perdido 55.130 empregos, comprova a recuperação do mercado de trabalho do país, que, em 12 meses, criou 1.278.277 postos de trabalho formais.

" É uma demonstração inequívoca da melhora da economia brasileira e mostra que esse ano vai ser o melhor ano da formação de emprego no país " , afirmou Lupi, que aposta na criação de 2 milhões de vagas formais no país em 2010. " O setor que estava mais fraco em 2009 se recuperou definitivamente. É o que paga melhor salário e dá maior poder de compra ao trabalhador brasileiro " , acrescentou.

O ministro frisou que a expectativa é de que, ao longo deste ano, o setor de serviços continue sendo o maior gerador de empregos formais, seguido pela indústria e pela construção. Em janeiro, o setor de serviços também atingiu o recorde para o mês, com a adição de 57.889 vagas formais, enquanto a construção civil gerou 54.330 postos de trabalho, recorde para toda a série histórica.

Os únicos setores que registraram redução no emprego formal em janeiro foram o comércio, com perda de 6.787 postos, e a administração pública, que fechou 806 vagas.

Lupi disse que ainda não dispõe de dados preliminares sobre fevereiro, mas que, pela dinâmica do mercado, espera que o saldo de empregos seja recorde para o período.

Apesar das recentes análises sobre a aceleração da inflação, o ministro não acredita em uma alta da taxa básica de juros, atualmente em 8,75% ao ano. Segundo ele, mesmo que o Banco Central decida pelo aperto monetário, os efeitos sobre o mercado de trabalho este ano não deverão ser significativos.

" Não acredito que haja subida de taxa de juros. Não há risco de bolha inflacionária. O Brasil está produzindo bem e a inflação está sob controle " , ressaltou Lupi, que pretende ficar no ministério até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

" Continuo, se o presidente quiser. Ele é meu chefe, se quiser me demitir... Minha intenção é continuar até o fim e ser um cabo eleitoral da ministra Dilma (Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil) " , revelou.

(Rafael Rosas | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host