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25/02/2010 - 13h25

Bancos estão girando até R$ 600 bilhões em compromissadas, diz Mantega

BRASÍLIA - A recomposição do compulsório vai enxugar o excesso de liquidez que há no sistema financeiro, que tem chegado a esterilizar até R$ 600 bilhões em aplicações diárias de sobras de caixa em compromissadas (títulos públicos com opção de recompra) junto ao Banco Central (BC), afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Foi uma medida acertada, adequada", comentou o ministro sobre decisão anunciada ontem pelo BC, que deve retirar até abril R$ 71 bilhões injetados nos bancos no período da crise internacional, iniciada em setembro de 2008. O compulsório é uma parcela dos depósitos do público nos bancos, que deve ficar retida na autoridade monetária.

"O mercado está muito líquido, está sobrando liquidez no mercado financeiro e os bancos mesmos estão esterelizando com aplicações em compromissadas", disse o ministro.

Ele mencionou ainda ter a expectativa de que, ao restabelecer a liquidez ao período pré-crise, a medida não gere queda na oferta de crédito ou alta no custo do dinheiro.

"Não vejo razão para aumentar as taxas de juros e spreads. Também não deve alterar muito as condições de crédito do sistema. Não haverá freio no crédito por isso", disse.

Mas o ministro se negou a comentar se haverá efeitos das medidas sobre a taxa básica de juros Selic. O mercado aposta que a Selic, que está em 8,75% ao ano, vai subir este ano.

Mantega aproveitou para comentar também o superávit primário do setor público consolidado em janeiro, que ficou em R$ 16,18 bilhões. "Foi um excelente resultado, apontando que estamos no caminho certo para atingir a meta de superávit primário em 3,3% do PIB", comentou. "O fato de ser um ano eleitoral vai ajudar. Eu garanto a vocês que nós vamos fazer o resultado fiscal", concluiu.

(Azelma Rodrigues| Valor)

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