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25/02/2010 - 12h45

Bovespa segue em baixa, mas siderúrgicas ganham valor

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra o quinto dia seguido de baixa, mas tenta conservar a linha dos 65 mil pontos. Por volta das 12h40, o Ibovespa perdia 1,10%, apontando 65.072 pontos. O giro estava em R$ 1,70 bilhão.

Para o gestor da Meta Asset Management, Francisco Dantas, a Bovespa vai a reboque do mau humor externo, onde o assunto Europa voltou à pauta e a economia americana mostrou dados pouco animadores.

Em Wall Street, o Dow Jones perdia 1,55%, enquanto o Nasdaq recuava 1,40%. Na agenda do dia, novos sinais de fraqueza do mercado de trabalho. A demanda por seguro-desemprego nos EUA subiu em 22 mil na semana passada, para 496 mil. Já as encomendas por bens duráveis subiram 3% em janeiro, mas, descontando os equipamentos de transporte, o resultado fica negativo em 0,6%.

A preocupação com a Grécia também voltou para ajudar a explicar o tom negativo da quinta-feira. Os agentes ponderam declarações feitas pela chanceler alemã, Angela Merkel, de que a confiança no euro pode ser restaurada apenas se a Grécia e outros países endividados atacarem seus problemas. De efeito retardado, alguns agentes também citam o alerta dado ontem pela Standard & Poor´s de que as notas do país podem voltar a cair.

Ainda de acordo com Dantas, as notícias realmente não são boas, mas não justificam uma reação tão forte do mercado. Por essa razão, o especialista acredita que o tamanho das perdas deve se reduzir ao longo do pregão.

No mercado doméstico, o especialista chama atenção para o setor siderúrgico, o único a escapar das vendas em função da apresentação de bons resultados trimestrais.

Dentro do Ibovespa, Usiminas PNA subia 2,74%, a R$ 48,60, depois de um breve momento de baixa. O lucro líquido da empresa foi de R$ 633 milhões registrados no trimestre, queda de 32% no comparativo anual. A companhia também anunciou a compra de participação em duas empresas que atuam no segmento de estruturas de aço e telhas metálicas. E acenou com a separação e criação de nova empresa para deter os negócios relacionados à exploração de minério de ferro e atividades de logística.

Já a ação PN da Gerdau, se valorizava 1,99%, a R$ 25,61. A siderúrgica lucrou R$ 643 milhões no quarto trimestre, leve queda de 1,8% sobre o registrado no terceiro trimestre. Em 2009, o lucro foi de R$ 1 bilhão, cinco vezes menor que os R$ 4,94 bilhões obtidos em 2008.

Entre os carros-chefe, Vale PNA liderava as vendas, recuando 1,42%, a R$ 43,60. Petrobras PN caía 0,85%, a R$ 33,65. A estatal anunciou o adiamento de seu balanço trimestral, que seria apresentado amanhã e ainda não deu nova data para a apresentação. Também no setor, a OGX Petróleo ON desvalorizava 0,85%, a R$ 16,17.

Depois de cair mais de 5% ontem, em função de fraco resultado trimestral, o papel ON da BM & FBovespa perdia outros 2,13%, a R$ 11,44.

Entre os bancos, a ação ON do Banco do Brasil caía 2,29%, a R$ 29,75. A estatal encerrou 2009 com lucro líquido de R$ 10,148 bilhões, alta de 15,3% sobre o registrado em 2008. Apenas no quarto trimestre o banco embolsou R$ 4,15 bilhões cifra 41,1% maior em relação aos R$ 2,944 bilhões obtidos um ano antes.
Apesar de classificar o lucro do Banco do Brasil em 2009 como " excelente, sensacional " , o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não quis comentar sobre o movimento de queda das ações do banco. " Não me meto nesta questão de ações caindo ou subindo. Isto é um problema do mercado. Não tenho a menor ideia e nem quero saber " , afirmou o ministro.

A maior baixa dentro do índice era do papel ON da CCR, que devolvia 3,14%, a R$ 36,92. No setor de construção, Cyrela ON e Rossi ON também perdiam mais de 3% cada.

Fora do índice, o papel PN da Marcopolo perdia 0,37%, a R$ 7,87. A fabricante de ônibus e carrocerias teve lucro líquido de R$ 136,5 milhões em 2009, alta de 1,6% sobre 2008.

Também fora do Ibovespa, o papel PN da Telebrás caía 2,08%, a R$ 2,35, com mais de R$ 60 milhões em negócios.
Na contramão das bolsas e do preço das commodities, o dólar ganha valor contra o euro e também contra o real. Há pouco, o dólar comercial marcava alta de 0,60%, a R$ 1,837 na venda. Vale lembrar que na segunda-feira a divisa chegou a valer menos de R$ 1,80.

(Eduardo Campos | Valor)

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