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25/02/2010 - 08h03

Debênture da Cemig tem demanda de R$ 6 bilhões

SÃO PAULO - Com a primeira oferta bilionária de debêntures do ano, a Cemig testou anteontem o apetite dos investidores. O resultado foi que a demanda pelos papéis excedeu a oferta em R$ 3,3 bilhões, totalizando R$ 6 bilhões, derrubando a remuneração paga pela companhia.

Para a primeira série, com vencimento em 2012, o valor máximo oferecido pela Cemig era de 1,5% mais a taxa DI ao ano. Depois do processo de coleta de intenção de investimento entre os potenciais compradores do papel, a remuneração caiu para 0,9% mais a taxa DI. No caso da segunda série, que vence em 2015 e é atrelada ao IPCA, oferecia-se a taxa da NTN-B mais 1,5%, percentual que caiu para 1,2%.

O problema foi que a Cemig só pôde atender a demanda por R$ 2,7 bilhões em debêntures, valor inicialmente previsto para a oferta. Isso porque a lei das sociedades por ações determina que as emissões de debêntures de uma companhia não podem ultrapassar o limite do capital social delas. No caso da Cemig, seu capital social é de 3,29 bilhões. Assim, essa emissão atual, somada a uma de R$ 588 milhões feita em 2007, levaria a empresa a exceder o patamar estabelecido em lei.

Os recursos captados com essa oferta vão ser usados para pagar uma dívida de R$ 2,7 bilhões em notas promissórias, com juros de 113% da taxa DI, feita no ano passado. A operação tem como coordenadores seis bancos: Banco do Brasil (líder), Caixa Econômica Federal (CEF), BTG Pactual, Espírito Santo, Votorantim e HSBC.

Neste ano, até agora, houve a conclusão de três ofertas públicas de debêntures. A Brookfield fez uma operação de R$ 366 milhões, a Cteep, de R$ 548,6 milhões, e a Cemig com seus R$ 2,7 bilhões.

A próxima emissão bilionária deve ser a da Oi, em abril, com uma oferta de R$ 2,25 bilhões que testará a demanda dos investidores por papéis de longo prazo indexados ao IPCA, com vencimento em dez anos. (Carolina Mandl | Valor)

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