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25/02/2010 - 14h08

Fiesp projeta alta de 13% no nível de atividade da indústria em 2010

SÃO PAULO - O Indicador de Nível de Atividade (INA), que mede o desempenho da indústria paulista de transformação paulista, terá um crescimento de 13% em 2010. A estimativa foi calculada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), responsável pelo índice.

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, a projeção leva em conta as perspectivas de expansão da economia brasileira, principalmente da indústria, e o espaço ainda folgado para a recuperação. "Ou seja, o crescimento da indústria paulista não provocará uma pressão suficiente para dar margem a um movimento de alta no juro por parte do Banco Central", frisou.

Em janeiro, o INA aumentou 0,4% na comparação com o mês anterior, considerados os ajustes sazonais. Sem ajuste, porém, a atividade da indústria de transformação caiu 4,5% no confronto com dezembro. "O desempenho está em linha com o registrado neste período em anos anteriores. Não traz surpresas quanto à trajetória que estamos percorrendo", disse Francini. Apesar disso, foi a maior retração do indicador na passagem de dezembro para janeiro desde 2006.

Em relação ao mesmo período de 2009, o índice teve um avanço de 18%, reflexo da base baixa de comparação no ano passado, quando o setor amargava perdas decorrentes da crise financeira mundial. Trata-se do melhor desempenho desde 2001 nas comparações com o mesmo mês do ano anterior. Ou seja, a maior alta desde o início da série histórica. Nos últimos 12 meses, o INA caiu 6,2%.

Entre os setores industriais, a Fiesp chamou atenção para a queda de 9% em alimentos e bebidas, na série sem ajuste sazonal. Segundo Francini, o dado foi influenciado pelas condições climáticas adversas com o aumento das chuvas no começo do ano. "O campo, por exemplo, ficou paralisado e não pode dar continuidade ao corte de cana. Com a menor produção, houve recuo na receita e no faturamento das usinas", explicou.

O diretor do Depecon ainda destacou dois setores que estão em fase de recuperação. Metalurgia apresentou um crescimento de 2% no mês passado e 11,3% na comparação com janeiro de 2009. "Este setor, entretanto, tem folga para avançar mais, uma vez que o seu nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) está em 83,9%, quando devia operar acima de 90%", ressaltou. Máquinas e equipamentos, por sua vez, caiu 6,9% no confronto entre janeiro e dezembro. Sobre o mesmo calendário de 2009, ocorreu uma alta significativa de 28,1%. Para Francini, este número indica que os investimentos no segmento estão voltando com força. "Mostra que as indústrias foram às compras para se reequipar, modernizar e aumentar o processo produtivo." (Fernando Taquari | Valor)

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