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25/02/2010 - 15h20

Grécia voltar a incomodar e mercado europeu fecha em baixa

SÃO PAULO - As bolsas europeias recuaram nesta quinta-feira, diante da notícia de que a Moody ? s também poderá cortar o rating da Grécia, depois do alerta feito ontem pela S & P. O euro perdeu espaço frente ao dólar, o que acabou pressionando para baixo as cotações das commodities e, consequentemente, as ações das companhias ligadas ao setor.

Em Londres, o FTSE 100 perdeu 1,21%, para 5.278 pontos. O CAC 40, de Paris, recuou 2,02%, para 3.640 pontos. E o DAX, da bolsa de Frankfurt, fechou em baixa de 1,48%, para 5.532 pontos.

Depois de a Standard & Poor´s ter alertado ontem que poderá reduzir o rating soberano da Grécia no próximo mês, hoje foi a vez da Moody ? s divulgar aviso semelhante. A agência disse que também poderá cortar a classificação caso o país não consiga cumprir sua meta de redução do déficit fiscal.

O presidente do Fed, Bem Bernanke, disse hoje que está examinando o papel do Goldman Sachs e de outras empresas financeiras americanas nos problemas da dívida da Grécia. Segundo Bernanke, o Fed investiga as transações com derivativos do Goldman e outros bancos americanos, que poderiam servir para ajudar o governo grego a esconder a extensão de seu déficit.

A preocupação com a Grécia pressionou o euro, que voltou a perder espaço frente ao dólar. A valorização da moeda americana acabou por empurrar o preço das commodities para baixo, afetando as ações do setor, como Xtrata (-4,76%), Rio Tinto (-3,33%) No campo corporativo, as atenções continuam voltadas às divulgações de balanços. A France Telecom subiu 0,98% mesmo após registrar queda de 26% no lucro líquido de 2009, para 3 bilhões de euros.

A companhia atribuiu o resultado a uma despesa de 964 milhões de euros que foi forçada a assumir em decorrência de uma disputa com autoridades de concorrência da União Europeia.

Já os papéis do Royal Bank of Scotland (RBS) dispararam 6,23% apesar do prejuízo de 3,6 bilhões de libras em 2009. O número superou as expectativas do mercado. Além disso, o banco disse que o ápice dos problemas com créditos de má qualidade pode ficado para trás.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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