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25/02/2010 - 15h38

Lucro do BB em 2009 é o maior da história do setor

SÃO PAULO - O lucro líquido de R$ 10,148 bilhões do Banco do Brasil em 2009 é o maior da história dos bancos brasileiros, de acordo com levantamento da Economática, superando o lucro obtido pelo Itaú Unibanco no mesmo ano, de R$ 10,067 bilhões.

Em coletiva de imprensa realizada hoje, os executivos do banco avaliaram que o resultado foi impulsionado pelo crescimento do crédito às pessoas físicas, com destaque para o financiamento a veículos, que cresceu 209,8% em 12 meses, atingindo R$ 20,7 bilhões em dezembro, e para o crédito consignado, que se expandiu 107,2% e chegou a R$ 36,5 bilhões. No total, o crédito às pessoas físicas teve um crescimento de 88,1% no ano passado, com uma cifra de R$ 91,8 bilhões, o equivalente a 30% da carteira de crédito total do banco. Já o crédito às empresas cresceu 29%, totalizando R$ 125,3 bilhões, com destaque para o financiamento de capital de giro, que teve alta de 31,2%. Por fim, o crédito ao agronegócio cresceu 4,3%, encerrando o ano em R$ 66,4 bilhões. Em balanço divulgado hoje, o banco também anunciou dados sobre a inadimplência. As operações vencidas há mais de 90 dias atingiram 3,3% da carteira ao final de 2009, índice abaixo do obtido no Sistema Financeiro Nacional, de 4,4%.

Segundo o presidente do BB, Aldemir Bendine, o índice de inadimplência é baixo e uma das razões é a concentração do crescimento do crédito em "segmentos que proporcionam um nível de risco mais mitigado". Já o Índice de Basileia aumentou no comparativo entre o terceiro e o quarto trimestre de 2009, passando de 13% para 13,7%. Esse índice já considera a captação de US$ 1,5 bilhão realizada em outubro de 2009, por meio de bônus perpétuos, autorizados pelo Banco Central a compor o capital de Nível 1. Internamente, foram captados R$ 3,2 bilhões em Certificados de Depósitos Bancários subordinados, autorizados a compor o capital de Nível 2.

O BB ainda informou que está finalizando estudos para aumentar seu capital social entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, com o objetivo de sustentar o crescimento da carteira de crédito e de elevar o Índice de Basileia.

O Índice de Basileia define a quantidade de capital próprio que os bancos devem separar para cobrir riscos nas operações de crédito. No Brasil, a autoridade monetária exige que este seja de, no mínimo, 11%.

(Karin Sato | Valor)

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