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25/02/2010 - 14h46

Mudança no compulsório aumentará custo do crédito, diz Fiesp

SÃO PAULO - A decisão do Banco Central (BC) de ampliar o depósito compulsório e retirar R$ 71 bilhões da economia vai provocar um aumento no custo do crédito e terá um impacto direto sobre empresas e consumidores.

A avaliação foi feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em relação à medida anunciada ontem pelo BC de elevar a alíquota do compulsória para 15% para os depósitos a prazo. Na justificativa, a autoridade monetária apontou a necessidade de combater o "excesso de liquidez".

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, comparou a mudança nas regras do depósito compulsório a um movimento de alta da taxa básica de juros, a Selic.
"Isso significa que empresas e consumidores serão afetados com o aumento do custo do crédito", afirmou Francini.
Segundo ele, os bancos buscarão outras formas para compensar as perdas com os ganhos em outras operações, o que será determinante para aumentar o custo do crédito.
"Trata-se de uma medida que irá diminuir a atividade econômica com a redução na oferta de recursos e o consequente aumento dos custos", afirmou Francini.

O diretor da Fiesp espera que com essa mudança, o Banco Central elimine a possibilidade de elevar a Selic na próxima reunião do Copom.

(Fernando Taquari | Valor)

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