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26/02/2010 - 14h18

Bovespa tem leve queda e dólar cai R$ 1,4%, a R$ 1,804

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continua oscilando próximo da estabilidade, mostrando falta de estímulo às compras ou vendas. Por volta das 14h15, o Ibovespa caía 0,14%, aos 66.027 pontos, com giro de R$ 2,80 bilhões. Na semana, o índice perde 2,32%, mas ainda apresenta alta de 0,96% no mês.

Em Wall Street, a situação é a mesma. Há pouco, o Dow Jones perdia 0,01%, enquanto o Nasdaq recuava 0,04%. A agenda do dia trouxe notícias pouco animadoras, mas não o suficiente para segurar os índice em baixa.

A venda de imóveis usados nos EUA caiu 7,2% em janeiro, para 5,05 milhões de unidades na taxa anualizada, menor leitura em sete meses.

Já a confiança do consumidor, calculada pela Universidade de Michigan, recuou de 74,4 em janeiro para 74,4 agora em fevereiro.

Antes disso, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 5,9%, no quarto trimestre, resultado em linha com o previsto e acima da primeira preliminar, que tinha apontado avanço de 5,7%.

Rumo claro e de baixa apenas no mercado de câmbio, os vendedores acentuaram suas ordens levando a moeda de volta para a linha de R$ 1,80. Há pouco, o dólar comercial apontava baixa de 1,47%, ao R$ 1,804 na venda. Com isso, a divisa passa a acumular leve baixa de 0,06% na semana e perda de 4,30% no mês.

De volta à Bovespa, o destaque de alta segue com a ação ON da CSN, que ganhava 2,06%, a R$ 59,20, com o terceiro maior volume do dia. Como os pares Usiminas e Gerdau, os resultados da siderúrgicas agradaram. A CSN obteve lucro líquido de R$ 745,4 milhões entre outubro e dezembro de 2009. Um ano antes, a empresa tinha embolsado R$ 3,936 bilhões.

Ainda no setor, Usiminas PNA se valorizava 1,90%, a R$ 50,70, enquanto Gerdau PN tinha alta de 1,41%, a R$ 26,49.

Entre os carros-chefe, Petrobras PN perdeu força, mas ainda subia 0,05%, a R$ 34,40. Já Vale PNA caía 0,11%, a R$ 44,50.

Ainda entre as empresas de matérias-primas, mas com sinal negativo, Fibria ON caía 4,65%, a R$ 33,18, maior queda do índice. A empresa, resultado da junção de Aracruz e VCP, teve prejuízo de R$ 150 milhões no quarto trimestre, revertendo lucro de R$ 181 milhões registrado três meses antes. A perda, no entanto, foi menor que o prejuízo pro forma de R$ 968 milhões contabilizado entre outubro e dezembro de 2008. Em 2009, a Fibria obteve lucro líquido de R$ 558 milhões, revertendo perda pro forma de R$ 1,310 bilhão.

Perdas também para Cemig PN, Cyrela ON, Klabin PN e B2W Varejo ON e Telemar Norte Leste PNA , que caíam mais de 2% cada.

De volta à ponta de compra, as aéreas seguiam ganhando valor. TAM PN subia 2,72%, a R$ 32,00, e GOL PN se valorizava 1,54%, a R$ 23,70. Depois de dois dias de quedas acentuadas, BM & FBovespa ON passava por recuperação e registrava alta de 2,18%, a R$ 11,70.

Fora do índice, Telebrás é destaque de volume, movimentando mais de R$ 52 milhões. Há pouco, o ativo subia 3,43%, a R$ 2,41.

(Eduardo Campos | Valor)

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