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26/02/2010 - 15h36

Commodities impulsionam alta das bolsas europeias

SÃO PAULO - As bolsas europeias encerraram a sexta-feira em terreno positivo, ajudadas por indicadores das economias do Japão e do Reino Unido e pela reação das commodities.

Com isso, os mercados recuperaram parte das perdas do pregão anterior, quando a preocupação sobre uma possível moratória por parte da Grécia concentrou a atenção dos investidores.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 1,44%, para 5.354 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,87%, atingindo 3.708 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 1,19%, para 5.598 pontos.

Os investidores parecem ter esquecido a Grécia, pelo menos por enquanto. Hoje, o foco do mercado apontou para o outro lado do mundo. A produção industrial do Japão subiu 2,5% em janeiro em relação a dezembro, acima do esperado, e cravou o sétimo mês seguido de alta. No comparativo com janeiro de 2009, a alta foi de 18,2%.

Outro dado que agradou aos investidores foi o PIB do Reino Unido, que cresceu 0,3% no quarto trimestre, mais do que o 0,1% previsto inicialmente. A revisão para cima foi impulsionada por dados atualizados para serviços e produção. Na comparação com o trimestre final de 2008, porém, a economia do Reino Unido ainda apresenta contração, de 3,3%.

O PIB dos EUA também foi revisado para cima no quarto trimestre, de 5,7% para 5,9%. Inicialmente, o governo havia previsto crescimento de 5,7% no período. Entre julho e setembro de 2009, a economia americana avançou 2,2%.

O setor de commodities liderou as altas. A desvalorização do dólar frente ao euro favoreceu as cotações das matérias-primas. Rio Tinto avançou 3,49% e Xstrata cravou ganho de 3,00%.

Entre as empresas que divulgaram balanços, as ações da Telefônica subiram 2,2%. A empresa fechou o ano com lucro líquido de 7,8 bilhões de euros, alta de 2,4% sobre 2008. A receita caiu 2,1%, para 56,731 bilhões de euros.

As ações da Volkswagen recuaram 0,96% depois que a montadora alemã trouxe lucro de 960 milhões de euros, queda de quase 80% sobre 5 bilhões de euros registrados em 2008. A receita caiu 8%, para 105,2 bilhões de euros.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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