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26/02/2010 - 19h14

Fundos Emergentes captam US$ 915 milhões na semana

SÃO PAULO - Os investidores mostraram maior apetite por risco no final de fevereiro e mandaram US$ 915 milhões para os fundos de ações de mercados emergentes, na semana encerrada dia 24.

Os Fundos de Ações da America Latina estão entre os subgrupos que receberam dinheiro novo, algo que não acontecia há quatro semanas.
Mas os dados da EPFR Global, consultoria responsável pelo levantamento, mostram que não foi o Brasil que concentrou o fluxo de recursos para a região. Os Fundos de Ações do México é que foram destaque recebendo a maior soma das últimas 18 semanas.

Os dados também mostram ingressos nas carteiras dos Emergentes da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) e Mercados Emergentes Globais (GEM, na sigla em inglês).

Destoando dos pares, a categoria Ásia (exceto Japão) perderam US$ 40 milhões. Segundo o diretor-gerente da EPFR Global, Brad Durham, a dúvida sobre com que força o governo chinês pretende frear a economia para evitar bolhas, desestimula os investidores a investir na região.

Exemplo disso é que os Fundos de Ações da China voltaram a perder dinheiro, o que elevou o total de saques no acumulado do ano para cima da linha de US$ 1 bilhão.

Entre os países desenvolvidos, apenas os fundos da Europa foram alvo de saques. Segundo a EPFR Global, os investidores continuam evitando a região em função da baixa perspectiva de crescimento. As preocupações com a situação fiscal da Grécia e de outros países da região também desestimulam novos aportes.

Os Fundos de Ações do Japão seguem em firme movimento de recuperação, captando dinheiro novo pela nona semana consecutiva. No ano, a categoria já ganhou US$ 1,6 bilhão. A queda do iene ante o dólar encoraja as apostas no setor exportador japonês.

As carteiras dos Estados Unidos marcaram a segunda semana seguida de captação. Os aportes oscilaram de US$ 10 milhões em carteiras de empresas de tamanho médio a US$ 1,44 bilhão nos veículos com foco em grandes empresas (large caps).

Entre os fundos setoriais, as dúvidas envolvendo a demanda chinesa por matérias-primas garantiram a oitava semana seguida de saques do grupo Commodities. Segundo a consultoria, tal sequência de perda é a maior dos últimos quatro anos.

Os setoriais de Finanças também perderam dinheiro. Foram retirados US$ 724 milhões na semana do dia 24, sinalizando a preocupação dos agentes com a exposição de bancos e seguradores à dívida da Grécia.

Os fundos de Telecom e Tecnologia também perderam dinheiro, sendo que o primeiro ainda não recebeu dinheiro novo desde o começo de 2010.

Os únicos dois grupos que ganharam recursos foram aqueles de perfil mais defensivo: Serviços Públicos e Saúde/Biotecnologia.

(Eduardo Campos | Valor)

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