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26/02/2010 - 12h43

Instabilidade pauta negócios na Bovespa; dólar cai a 1,810

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguem sem direção definida neste pregão de sexta-feira. Depois de um breve passeio pelo terreno negativo, por volta das 12h40, o Ibovespa voltava a apontar leve alta de 0,11%, aos 66.195 pontos. O giro estava em R$ 1,92 bilhão. Na semana, o índice perde 2,07%, mas ainda apresenta alta de 1,21% no mês.

Em Wall Street, os índices caíram forte após a divulgação de uma nova rodada de indicadores econômicos, mas há pouco já ensaiavam alta. O Dow Jones ganhava 0,11%, enquanto o Nasdaq subia 0,02%.

Na agenda, a venda de imóveis usados caiu 7,2% em janeiro, para 5,05 milhões de unidades na taxa anualizada, menor leitura em sete meses.

Já a confiança do consumidor, calculada pela Universidade de Michigan, recuou de 74,4 em janeiro para 74,4 agora em fevereiro.

Antes disso, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 5,9%, no quarto trimestre, resultado em linha com o previsto e acima da primeira preliminar, que tinha apontado avanço de 5,7%.

O tema dívida soberana europeia também segue no radar. A Standard & Poor´s alertou que o fraco crescimento econômico da Espanha prejudica o plano de redução de déficits fiscais do governo. Segundo a agência, o déficit governamental deve permanecer acima de 5% até 2013, contra a previsão oficial de 3% do PIB.

O economista da Legan Asset Mangement, Fausto Gouveia, comentou que ainda na dá para saber que rumo a bolsa brasileira vai tomar. Os dados externos vieram piores do que o esperado e agentes também operam de olho em resultados trimestrais.

O calendário soma instabilidade ao pregão, diz Gouveia, já que o último dia do mês marca o ajuste de carteiras de fundos. Fora isso, também acontece a mudança na composição de um índice internacional que conta com papéis brasileiros.

Na avaliação do especialista, o momento não é propício para montagem de posições mirando médio e longo prazo. "A incerteza é muito grande. Tem que ficar atento ao dia a dia." No front corporativo, as ações PN da Petrobras davam alguma sustentação ao índice e avançavam 0,55%, a R$ 34,57. Já Vale PNA tinha queda de 0,06%, a R$ 44,52.

Com o terceiro maior volume do dia, CSN ON subia 2,24%, a R$ 59,30. Como os pares Usiminas e Gerdau, os resultados da siderúrgicas agradaram. A CSN obteve lucro líquido de R$ 745,4 milhões entre outubro e dezembro de 2009. Um ano antes, a empresa tinha embolsado R$ 3,936 bilhões.

Ainda no setor, Usiminas PNA se valorizava 1,50%, a R$ 50,50, enquanto Gerdau PN tinha alta de 0,65%, a R$ 26,29.

Ainda entre as empresas de matérias-primas, Fibria ON declinava 3,67%, a R$ 33,52, maior queda do índice. A empresa, resultado da junção de Aracruz e VCP, teve prejuízo de R$ 150 milhões no quarto trimestre, revertendo lucro de R$ 181 milhões registrado três meses antes. A perda, no entanto, foi menor que o prejuízo pro forma de R$ 968 milhões contabilizado entre outubro e dezembro de 2008. Em 2009, a Fibria obteve lucro líquido de R$ 558 milhões, revertendo perda pro forma de R$ 1,310 bilhão.

Perdas também para Pão de Açúcar PN, Cyrela ON, Klabin PN e TIM Part ON, que caíam mais de 2% cada.

De volta à ponta de compra, as aéreas seguiam ganhando valor. TAM PN subia 1,92%, a R$ 31,75, e GOL PN se valorizava 1,02%, a R$ 23,58. Depois de dois dias de quedas acentuadas, BM & FBovespa ON passava por recuperação e registrava alta de 1,65%, a R$ 11,64.

Fora do índice, Telebrás é destaque de volume, movimentando mais de R$ 47 milhões. Há pouco, o ativo subia 3,86%, a R$ 2,42.

No câmbio, a direção é mais clara e é de baixa. Os vendedores aumentaram presença no mercado e, há pouco, o dólar comercial recuava 1,14%, a R$ 1,810 na venda. Vale lembrar que o pregão desta sexta-feira marca a formação da Ptax (média das cotações pondera pelo volume), que liquidará os contratos futuros de março.

(Eduardo Campos | Valor)

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