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01/03/2010 - 07h58

Após forte terremoto, Chile tenta restabelecer ordem e serviços

SÃO PAULO - O metrô de Santiago, no Chile, colocou em funcionamento nesta segunda-feira todas as linhas que operam na capital e que foram afetadas em seus serviços devido ao terremoto no sábado. Haveria uma menor oferta de trens em duas linhas.

No fim de semana, o tremor de 8,8 graus na escala Richter deixou mais de 700 mortos e cerca de 1,5 milhão de pessoas desabrigadas no Chile e causou danos em várias estruturas, como pontes, portos, aeroportos e hospitais.

A presidente chilena Michelle Bachelet decretou estado de catástrofe durante 30 dias nas regiões mais afetadas pelo terremoto - Maulé e Bío Bío, onde se localiza Concepción, segunda cidade mais populosa do Chile -, depois de uma onda de saques a lojas e supermercados. Isto significa o deslocamento das Forças Armadas para resguardar a ordem bem como auxiliar na distribuição de alimentos e de artigos de primeira necessidade.

As equipes de resgate trabalham contra o relógio para ajudar pessoas que podem continuar presas em escombros. A imprensa chilena indicou que somente na cidade de Constitución, na província de Talca, na região de Maule, morreram 350 pessoas por causa do abalo e de uma onda gigante que afetou a localidade costeira situada a 350 quilômetros da capital.

Depois do forte abalo de 8,8 graus, foram sentidas réplicas da ordem de 5 graus. A expectativa é de que tanto o número de mortos como o de desaparecidos continuem crescendo.

A empresa americana Eqecat, especializada em estimativas de risco, calculou que os danos materiais deixados pelo terremoto chegaria a US$ 30 bilhões, ou quase 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Chile.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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