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01/03/2010 - 15h44

DIs têm forte volume e baixa oscilação aguardando decisção do Copom

SÃO PAULO - Depois de um firme ajuste de baixa na segunda-feira, os contratos de juros futuros de curto prazo passaram o pregão de hoje rondando a estabilidade. Enquanto os longos ganharam leve viés de baixa no fim do dia.

Conforme notou o sócio da Mercatto Investimentos, Gabriel Goulart, o mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será conhecida na noite de amanhã. E conforme se consolidou a aposta de meio ponto, os ajuste na curva não são muito acentuados.
Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril, o mais líquido do dia, ganhava 0,02 ponto percentual, a 11,63%. Julho de 2011 recuava 0,01 ponto, a 12,07%. E janeiro de 2012 apontava 12,50%, baixa de 0,03 ponto.

Ente os mais longos, janeiro de 2013 cedeu 0,03 ponto, a 12,68%. Janeiro de 2014 também recuava 0,03 ponto, a 12,61%. Janeiro de 2015 marcava baixa de 0,02 ponto, a 12,55%. Janeiro de 2016 recuava 0,01 ponto, a 12,45%. E janeiro 2017 tinha alta de 0,03 ponto, a 12,34%.

Apesar da baixa variação nas taxas, o volume foi elevado no dia. Até as 16h10, foram negociados 2.369.693 contratos, equivalentes a R$ 225,93 bilhões (US$ 136 bilhões), alta de 43% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento abril de 2011 foi o mais negociado, com 1.315.785 contratos, equivalentes a R$ 130,37 bilhões (US$ 78,48 bilhões).
Ainda de acordo com Goulart, o ajuste de meio ponto, que traria a Selic para 11,75% ao ano é o que faz mais sentido dentro da estratégia do BC de maior coordenação entre política monetária, política fiscal e medidas prudenciais.
Na visão do especialista, essa estratégia do BC não contém erros, mas faltou uma melhor comunicação por parte da autoridade monetária. Faltou dizer claramente que caso esse modelo não funcione, a ferramenta taxa de juros será utilizada sem restrições.

Ainda de acordo com Goulart, faltou deixar claro que não existe leniência por parte do BC. Faltou dizer que o que existe é uma adaptação da política a um novo ambiente e não um subterfúgio para não subir os juros.

(Eduardo Campos | Valor)
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