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01/03/2010 - 15h13

Bolsas europeias sobem na expectativa de ajuda à Grécia

SÃO PAULO - As bolsas europeias voltaram a subir nesta segunda-feira, ajudadas por rumores sobre um possível apoio financeiro à Grécia. No campo corporativo, o destaque ficou com a Prudential, que registrou forte queda após anunciar a compra de operações da AIG na Ásia.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,96%, para 5.406 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,64%, para 3.770 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 2,06%, para 5.714 pontos.

A Grécia continuou no foco dos investidores, com expectativas sobre uma possível ajuda financeira para o país sanar seu déficit fiscal.

O comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia (UE), Olli Rehn, cobrou um maior esforço por parte do país. "Estou pedindo ao governo grego que anuncie novas medidas nos próximos dias." Ele comentou que as medidas em âmbito fiscal e estrutural já implementadas por Atenas foram reconhecidas, mas existem riscos e há necessidade de novas iniciativas. "O esforço não é fácil, mas a redução do déficit e da dívida é necessária e vai contribuir significativamente para a melhoria da economia", defendeu.

As ações da britânica Prudential despencaram 12% depois que a companhia anunciou a compra das operações de seguro de vida na Ásia do American International Group (AIG) em uma transação de US$ 35,5 bilhões, composta em dinheiro (US$ 25 bilhões) e ações. Segundo a Prudential, ela vai se tornar a principal seguradora de vida em Hong Kong, Cingapura, Malásia, Indonésia, Vietnã, Tailândia e Filipinas.

Para financiar parte do negócio, a Prudential pretende levantar US$ 20 bilhões em uma oferta de direitos de subscrição, a maior já realizada por uma companhia britânica, e vender cerca de US$ 5 bilhões de bônus.

O terremoto no Chile, que é o principal produtor mundial de cobre, fez o preço do metal disparar 5,6% em Londres, diante do receio de que a catástrofe provoque falta da commodity. Empresas ligadas ao setor tiveram altas expressivas, como a BHP Billiton (3,1%), Antofagasta (3,7%) e Xstrata (3,6%).

Entre as empresas que divulgaram balanços hoje, a francesa Vivendi subiu 1,7%. A companhia francesa reduziu seu prejuízo líquido em 32% no quarto trimestre, para US$ 1,3 bilhão.

O HSBC, maior banco da Europa, informou que seu lucro cresceu 2% em 2009, para US$ 5,8 bilhões. As ações despencaram 5,2% porque o resultado ficou abaixo da média das projeções dos analistas, que apontava para um ganho de US$ 7,7 bilhões no ano.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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