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01/03/2010 - 12h32

Dólar opera abaixo de R$ 1,80 no primeiro dia de negócios de março

SÃO PAULO - Na contramão do movimento travado contra moedas como euro e libra, o dólar operava em baixa em relação ao real no primeiro dia de operações de março.

Com mínima de R$ 1,798 e máxima de R$ 1,816, há pouco, o dólar comercial recuava 0,44%, transacionado a R$ 1,797 na compra e a R$ 1,799 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda com vencimento em abril caía 0,57%, a R$ 1,8095.

Na sexta-feira passada, a divisa americana declinou 1,31%, transacionada a R$ 1,805 na compra e R$ 1,807 na venda. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,11%. Em fevereiro, teve depreciação de 4,14%, maior recuo mensal desde setembro de 2009. No ano, o dólar segue valorizado em 3,67%.

Embora assinale que o mercado ainda esteja com pouco fluxo, o superintendente de tesouraria do Banco Banif, Rodrigo Trotta, observa que a valorização das commodities, com destaque para o cobre, em função do terremoto ocorrido no Chile, pode estar contribuindo para a queda da moeda americana.

"A disparada do cobre traz um fluxo bom para as Bolsas, puxadas principalmente pelas mineradoras, e isto pode estar levando à baixa do dólar", diz Trotta.

Nesta manhã, o Boletim Focus, do Banco Central, não trouxe mudanças em relação às previsões dos agentes de mercado para a taxa de câmbio em dezembro de 2010, já que a estimativa foi mantida em R$ 1,80 pela terceira semana. Para o fim de 2011, a previsão subiu de R$ 1,85 para R$ 1,87.

Para março, as instituições diminuíram levemente sua projeção para a taxa, de R$ 1,83 para R$ 1,82.

A expectativa dos agentes para o déficit em conta corrente a ser registrado neste ano também se manteve em US$ 50 bilhões, enquanto a estimativa para o déficit de 2011 passou de US$ 56,4 bilhões para US$ 57,9 bilhões.

Na avaliação do mercado, a balança comercial brasileira deve ter superávit de US$ 10 bilhões em 2010, número mantido pela quinta semana. Para o próximo calendário, os agentes elevaram sua previsão, de US$ 1,60 bilhão para US$ 2,8 bilhões.

Por fim, a estimativa para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) não foi alterada nem para este ano (US$ 38 bilhões), nem para o próximo (US$ 40 bilhões), pela quinta semana.

(Beatriz Cutait | Valor)

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