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01/03/2010 - 14h25

Indústria brasileira cresce a um ritmo menor em fevereiro

SÃO PAULO - A atividade industrial brasileira mostrou um ritmo mais fraco de expansão em fevereiro, segundo o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês). Em fevereiro, o indicador teve queda para 55,8 pontos, contra o recorde obtido em janeiro de 57,8 pontos. Os dados contam com ajuste sazonal. O indicador é elaborado pela empresa internacional de pesquisas Markit Economics em parceria com o HSBC e abrange cinco componentes: novos pedidos, produção, emprego, prazo de entrega dos fornecedores e estoque de insumos.

"Os componentes relacionados à produção e novos pedidos continuam a mostrar ritmo forte de expansão, o que se reflete positivamente sobre o mercado de trabalho, que apontou nova aceleração em fevereiro", disse o economista do grupo HSBC no Brasil, Andre Loes, a respeito dos resultados da pesquisa no Brasil.

O volume total de novos negócios recebidos pela indústria expandiu-se pelo sétimo mês consecutivo em fevereiro, embora o aumento tenha sido o mais moderado desde outubro. Tanto as vendas internas quanto as externas aumentaram no mês de análise. Entretanto, os dados apontam que o mercado interno manteve o papel de principal impulsionador do crescimento no volume de novos pedidos.

O crescimento das contratações também se deu a um ritmo forte, o mais acentuado desde outubro de 2007.

"No geral, a pesquisa continua mostrando que o Banco Central tem razão ao se preocupar com os riscos presentes no cenário, já que a combinação de atividade forte e crescimento dos níveis de emprego intensifica os riscos inflacionários de um quadro que já mostra pressões de preço e capacidade na indústria e em seus fornecedores", completou Loes.

(Karin Sato | Valor)

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