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01/03/2010 - 20h46

Lula presta solidariedade a Bachelet em breve visita ao Chile

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve reunido, no início da noite desta segunda-feira, com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, em Santiago.

Lula mudou sua agenda ao longo do dia e resolveu seguir viagem de Montevidéu, onde compareceu à posse do presidente José Mujica, rumo a Santiago, para se encontrar brevemente com Bachelet no aeroporto da capital chilena.

O presidente expressou sua "solidariedade com o povo chileno, com (a presidente) Michelle (Bachelet)" e também ofereceu suas "condolências com os familiares das vítimas do terremoto".

Lula retorna ainda hoje ao Brasil e deve chegar por volta das 23 horas em São Paulo, onde cumpre agenda oficial amanhã, segundo a assessoria do Palácio do Planalto.

O Brasil deverá enviar profissionais de saúde, hospitais de campanha e estruturas para montar pontes móveis para atender às vítimas do terremoto de 8,8 graus que atingiu o Chile no último sábado.

Bachelet disse que o número de mortos deve aumentar. Oficialmente, o governo chileno confirma que o terremoto matou 723 pessoas até o momento, mas ainda há desaparecidos e feridos.

O país enfrenta ainda confrontos envolvendo saqueadores e as forças de segurança. As autoridades chilenas mobilizaram as Forças Armadas para conter a onda de saques, que já levaram à prisão ao menos 160 pessoas.

Desde ontem, por determinação de um decreto de Bachelet, está em vigor o toque de recolher na região de Concepción, segunda maior cidade do Chile, a 400 quilômetros de Santiago. O local, que tem cerca de 500 mil habitantes, foi um dos mais atingidos pelo sismo.

De acordo com o governo chileno, aproximadamente 1,5 milhão de casas foram danificadas e 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo tremor. Há pessoas que estão nas ruas porque perderam suas casas. O medo também afasta alguns chilenos de suas residências, pois tremores secundários continuam ocorrendo.

Bachelet apelou para que a população mantenha a confiança no governo porque todos os esforços estão sendo feitos. Segundo ela, as autoridades federais, estaduais e municipais se uniram em busca da execução de medidas para evitar o agravamento da situação.

"Estamos fazendo tudo que precisa ser feito, em casos mais urgentes, para que, logo que possível, a situação global seja normalizada", disse a presidente chilena.

O mandato de Bachelet termina no próximo dia 11, quando Sebastián Piñera assumirá o posto. Os dois já se reuniram para discutir as providências que deverão ser tomadas em relação às consequências do terremoto.

(Valor e Agência Brasil)

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