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04/03/2010 - 12h53

Dólar testa preços não registrados desde setembro de 2008

SÃO PAULO - Apesar das atuações a termo e à vista promovidas pelo Banco Central (BC), as ordens de venda continuam sendo maioria do mercado de câmbio. Por volta das 13h10, o dólar comercial apresentava queda de 0,30%, a R$ 1,647 na venda.
Na mínima, a divisa foi a R$ 1,646. Tais cotações são as menores do ano e não eram registradas desde setembro de 2008. O giro estimado para o interbancário estava na casa de US$ 1 bilhão.

No mercado futuro, o dólar para abril, negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), recuava 0,27%, a R$ 1,6535.
O BC já fez um leilão a termo com liquidação no dia 4 de abril, com taxa de corte de R$ 1,6538, e uma compra à vista a R$ 1,6464.
Ontem, quando o dólar voltou a rondar R$ 1,65, o BC foi pouco ativo, fazendo apenas uma compra à vista. Hoje, tal percepção perdura, deixando a impressão que tal patamar de preço não é mais um grande problema para o governo.

Ainda assim, conforme notou o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, fica a preocupação com a possibilidade de novas medidas restritivas no mercado de câmbio.

Medeiros lembra que o fluxo de dinheiro em direção ao país deve continuar firme, tanto pelo lado financeiro, dado os retornos oferecidos pelos papéis brasileiros, quanto pelo lado comercial, pois já se nota uma maior movimentação dos exportadores em função da safra agrícola que começa a ser escoada agora em março.

No câmbio externo, o movimento é menos definido. O dólar tem leve viés de baixa contra o euro e outros rivais. Há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava 0,02%, a 76,45. O euro avançava 0,04%, a US$ 1,396.

(Eduardo Campos | Valor)
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