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04/03/2010 - 13h02

Dólar tenta firmar alta, em meio à queda do euro e das commodities

SÃO PAULO - A volatilidade volta a dar o tom dos negócios do mercado cambial desta quinta-feira. O dólar iniciou o dia em alta, inverteu o rumo e operava praticamente estável ao fim da primeira etapa. Com mínima de R$ 1,783 e máxima de R$ 1,796, há pouco, a moeda americana subia 0,05%, transacionada a R$ 1,789 na compra e a R$ 1,791 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar operava estável, a R$ 1,800. Depois de três baixas consecutivas, a divisa subiu 0,44% ontem, para R$ 1,790. No cenário externo, perdem força para o dólar moedas como o euro e a libra, enquanto as commodities operam em queda.

No Brasil, o Banco Central já realizou leilão de compra da moeda no mercado à vista, e a taxa de corte correspondeu a R$ 1,7929.

Os agentes reagem a uma série de indicadores divulgados no cenário internacional. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho revelou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país caíram em 29 mil na semana terminada no dia 27 de fevereiro, em relação a uma semana antes, para 469 mil.

O Departamento do Comércio americano, por sua vez, informou que os novos pedidos às fábricas subiram 1,7% em janeiro, pouco acima do verificado em dezembro de 2009, quando a alta foi de 1,5%. Excluindo transportes, as novas encomendas aumentaram apenas 0,1%.

Por fim, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos (NAR, na sigla em inglês) divulgou que o indicador de vendas pendentes de casas, baseado nos contratos assinados em janeiro, caiu 7,6%, para 90,4 pontos, em relação à leitura de 97,8 de dezembro (número revisado). Em relação a janeiro de 2009, o índice aponta um aumento de 12,3%.

Na Europa, a Grécia segue concentrando as atenções dos investidores. O país lançou hoje sua oferta de títulos de 10 anos, um dia depois de ganhar aprovação dos mercados e da União Europeia para suas medidas de austeridade elaboradas para tirar o país da crise financeira.

A oferta registrou mais interessados do que os títulos disponíveis em uma hora de abertura, com 7 bilhões de euros em ofertas recebidas. O governo busca um máximo de 5 bilhões de euros, segundo o chefe da agência de administração da dívida da Grécia, Petros Christodoulou.

(Beatriz Cutait | Valor)

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