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04/03/2010 - 17h26

Para Marina, licença de Lula seria sinal de insegurança sobre Dilma

RIO - A senadora Marina Silva, pré-candidata do PV às eleições presidenciais deste ano, acredita que a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se licenciar do cargo dois meses antes da eleição para colaborar na campanha da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, pode significar insegurança em relação à força da pré-candidata do PT.

"O momento de ganhar as eleições também é um momento da afirmação dessa liderança. De forma que, se isso (a licença de Lula) se confirmar, talvez (seja) uma certa insegurança com o processo político", afirmou Marina, que participou do seminário "O setor energético e a transição para a economia de baixo carbono", promovido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

A ex-ministra do Meio Ambiente considerou que o esforço do presidente Lula para a candidatura de Dilma ao Planalto tem "quase três anos" e que a subida da ministra da Casa Civil nas pesquisas demorou quase dois anos para acontecer. Mesmo assim, Marina considerou como relativa a importância das pesquisas.

"As pesquisas mostram um momento da intenção manifestada pelo eleitor. Mas ainda temos muita água para rolar debaixo dessa ponte", ponderou.

A senadora também criticou o possível uso da máquina pública pelo atual governo. Questionada sobre a possibilidade de que houvesse esse uso pelo governo, Marina foi taxativa: "Há uma forte sinalização de que sim. Obviamente há uma dificuldade em fazer essa separação, uma zona cinzenta enquanto você está na função, daquilo que é a atividade política de gestor público e aquilo que é campanha quando coincidem as duas posições", afirmou.

"Aí o cuidado deve ser redobrado, no meu entendimento, para que a lei seja observada e para que não haja nenhum desequilíbrio em termos de equidade no processo da disputa", acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor)

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