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04/03/2010 - 13h12

Trichet toca em retirada de estímulos e é contra ajuda do FMI à Grécia

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, modificou algumas medidas de apoio ao setor bancário, adotadas durante a crise. As injeções trimestrais de liquidez feitas pela autoridade monetária não serão mais a uma taxa de juro fixa e sim variável.

Ele amenizou as preocupações dos investidores com relação a um possível enxugamento na liquidez, notando que o BCE vai continuar oferecendo aos bancos da zona do euro os recursos necessários por meio das operações de refinanciamento.

Sobre a Grécia, afirmou que uma eventual saída do país da zona do euro é uma "hipótese absurda". Assegurou que não gostaria de o Fundo Monetário Internacional (FMI) se envolver, a partir de agora, em uma possível ajuda aos gregos. "Não seria apropriado", afirmou, mas logo em seguida agradeceu o apoio técnico do Fundo dado até o momento.

Quanto à decisão sobre a taxa de juro da zona do euro, mantida por unanimidade e pelo 10º mês consecutivo em 1%, mínimo histórico, Trichet valeu-se novamente do termo apropriado para o custo do dinheiro e repetiu a existência de desigualdade na recuperação econômica.

O BCE projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro deve crescer entre 0,4% e 1,2% em 2010 e entre 0,5% e 2,5% nos 12 meses seguintes. "Em comparação com as projeções publicadas em dezembro de 2009, a faixa estimada para 2010 foi ligeiramente estreitada e a para 2011 foi revisada levemente para cima, refletindo uma atividade notadamente mais forte no mundo todo", considerou o dirigente do BCE.

Para a inflação, o prognóstico é de que o indicador fique entre 0,8% e 1,6% em 2010 e entre 0,9% e 2,1% em 2011.

(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)

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