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05/03/2010 - 10h51

Alimentação e transportes alavancam preços no 1º bimestre, mostra IBGE

RIO - O reaquecimento da economia brasileira após a turbulência causada pela crise internacional contribui para a aceleração da inflação nos dois primeiros meses de 2010. Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 0,78%, contra 0,55% em igual mês do ano passado. Nos dois primeiros meses do ano, a inflação acumulada chega a 1,54%, no maior patamar para o primeiro bimestre desde os 3,86% de 2003, quando os preços sofriam a influência da alta do dólar no período eleitoral.

Se o reajuste das mensalidades escolares explica o crescimento da inflação entre janeiro e fevereiro, a alimentação e os transportes são os vilões na comparação com o ano passado. O grupo alimentação e bebidas acumula alta de 2,10% em 2010, bem acima do 1,02% dos dois primeiros meses do ano passado. Já os transportes subiram 2,25% este ano, contra 0,58% em 2009.

" O que se evidenciava no ano passado era uma crise, com arrefecimento do consumo. Este ano a situação é diferente, o consumo cresce e dá espaço para aumentos de preços " , ressaltou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A técnica do IBGE acrescenta que o aumento do consumo veio acompanhado de um período de fortes chuvas, que também contribuem para impulsionar os preços dos alimentos. Entre as principais altas no primeiro bimestre, o destaque ficou com o açúcar refinado, com elevação de 17,83%, o açúcar cristal, com 21,82%, e o arroz, com avanço de 7,86%.

O grupo Educação, vilão da alta entre janeiro e fevereiro, teve crescimento de 4,80% no primeiro bimestre, abaixo dos 5,13% dos dois primeiros meses do ano passado.

Apesar da forte elevação nos dois primeiros meses de 2010, o ramo Alimentação e bebidas apresentou uma leve desaceleração em fevereiro. Depois de atingir 1,13% em janeiro, o grupo passou para 0,96% no mês passado. Eulina creditou a perda de força ao comportamento dos preços das carnes, que subiram 1,67% em janeiro e recuaram 1,18% no segundo mês do ano.

(Rafael Rosas | Valor)

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