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05/03/2010 - 12h55

Após IPCA de fevereiro, DIs registram queda na BM & F

SÃO PAULO - Um resultado mais fraco que o esperado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em fevereiro está refletindo na redução dos prêmios de risco na curva de juros futuros nos negócios desta sexta-feira.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação medida pelo IPCA atingiu 0,78% em fevereiro, pouco acima da taxa apurada um mês antes, de 0,75%. O resultado foi maior do que o registrado em fevereiro de 2009, de 0,55%. "O grupo Educação, com alta de 4,53% e contribuição de 0,32 ponto percentual, foi responsável por 41% do índice de fevereiro", destacou o IBGE. Teve impacto nesta classe de despesa o aumento das mensalidades escolares.

No primeiro bimestre, o IPCA avançou 1,54%, superando a marca registrada no mesmo intervalo de 2008, de 1,03%. Em 12 meses, o IPCA subiu 4,83%, excedendo a leitura dos 12 meses imediatamente anteriores (4,59%).

Embora assinale que o IPCA veio abaixo da mediana das expectativas do mercado, a economista-chefe da Icap Brasil, Inês Filipa, ressalta que a inflação ainda veio bastante pressionada, principalmente por fatores sazonais, mostrando moderados reajustes de preços no setor de serviços e também de bens duráveis. "O resultado de fevereiro se mostra ainda inconclusivo quanto ao desempenho da inflação nos meses à frente, que a princípio deve mostrar arrefecimento e retomar níveis de inflação mais baixo, sem maior contaminação da recente na alta nos demais grupos do IPCA. O dado de março será importante, podendo inicialmente recuar para uma variação em torno de 0,46%", comentou a economista, em relatório enviado ao mercado.

Na avaliação de Inês, a divulgação da produção industrial e do IPCA reforçam a expectativa de um início do aperto monetário somente entre as reuniões de abril e junho do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento na virada do ano, referência de mercado, registrava, há pouco, decréscimo de 0,05 ponto percentual, a 10,42%, enquanto o contrato de janeiro de 2012 recuava 0,04 ponto, a 11,58%, e o de janeiro de 2013 cedia 0,03 ponto, a 11,94%.

Na parte curta da curva, o DI com vencimento em julho de 2010, que divide as apostas entre alta de juros no primeiro ou segundo semestre, projetava taxa de 9,27%, baixa de 0,07 ponto. Ainda entre os curtos, abril de 2010 recuava 0,015 ponto, a 8,755%.

(Beatriz Cutait | Valor)

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