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05/03/2010 - 12h53

Magnesita melhora resultado, mas continua com prejuízo em 2009

SÃO PAULO - A Magnesita Refratários fechou 2009 com prejuízo líquido de R$ 29,7 milhões, seguindo perda de R$ 62,7 milhões apurada um ano antes. No quarto trimestre de 2009, a companhia lucrou R$ 20,1 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 132,2 milhões reportado no mesmo período de 2008.

Em balanço divulgado ao mercado, a Magnesita ressaltou que o resultado trimestral sentiu o impacto de itens extraordinários, mas refletiu uma evolução positiva do quadro macroeconômico, a partir da retomada do nível de operação de vários setores direta ou indiretamente ligados ao seu negócio.

A receita operacional líquida da empresa somou R$ 1,927 bilhão em 2009, resultado 19,7% inferior ao de 2008. O mercado interno contribuiu com 43% para a receita líquida no ano passado, ante 44,2% em 2008, enquanto o externo aumentou a representação, de 55,8% para 57%.

Apenas nos últimos três meses do ano passado, a receita da Magnesita ficou em R$ 537,7 milhões, o que representou queda de 4,8% em comparação aos R$ 565 milhões apurados em igual intervalo de 2008. No quarto trimestre, o mercado interno representou 46,7% da receita, ante 41,3% de participação de outubro a dezembro de 2008.

De 2008 para 2009, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 33,4%, de R$ 548 milhões para R$ 365 milhões. A margem Ebitda passou de 22,9% para 18,9% no intervalo.

Apenas no quarto trimestre de 2009, o Ebitda da Magnesita somou R$ 138,8 milhões, valor quase quatro vezes maior que o do mesmo período de 2008 (R$ 35,1 milhões). A margem Ebitda avançou de 6,2% para 25,8% no intervalo.

Ao desconsiderar efeitos de itens extraordinários, o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 123 milhões no quarto trimestre, com margem de 22,9%.

Os dados operacionais e financeiros apresentados pela Magnesita incorporam os resultados da LWB no período anterior à sua aquisição, numa base pro forma (soma dos números) e não auditada, para fins exclusivos de comparação.

Matéria publicada na edição de hoje do Valor revelou que a gestora de recursos Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga, decidiu vender a participação que possui na Magnesita. A Gávea detém 9,23% das ações da fabricante de refratários, por meio do fundo de participações GIF II.

(Beatriz Cutait | Valor)

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