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05/03/2010 - 12h27

Mercado de câmbio reage a desemprego dos EUA e à fala de Mantega

SÃO PAULO - Um resultado melhor que o esperado do mercado de trabalho americano em fevereiro e novas declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a respeito do câmbio estão refletindo nos negócios desta sexta-feira.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos revelou hoje que a economia do país perdeu 36 mil postos de trabalho no mês passado, número melhor que o esperado por alguns economistas. Em janeiro, a economia americana havia registrado corte de 26 mil postos de trabalho.

A taxa de desemprego permaneceu em 9,7% nos Estados Unidos no mês passado, mesmo nível registrado na abertura de 2010.

No Brasil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que, depois de ter decidido taxar o capital estrangeiro no mercado de capital no ano passado, o governo ainda dispõe de medidas que poderão ser tomadas, "uma vez que parte da valorização se dá no mercado futuro".

Com mínima de R$ 1,779 e máxima de R$ 1,791, há pouco, o dólar comercial recuava 0,44%, transacionado a R$ 1,782 na compra e a R$ 1,784 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa cai 0,44%, a R$ 1,7895. Ontem, a divisa americana subiu 0,11%, saindo a R$ 1,790 na compra e R$ 1,792 na venda.

"O real vinha se valorizando forte depois dos dados do Payroll e depois desacelerou com a fala de Mantega sobre novas medidas de intervenção no mercado, o que deu um susto momentâneo", comentou o operador de câmbio da Brascan Gestão de Ativos, Marco Antonio Azevedo.

(Beatriz Cutait | Valor)

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