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05/03/2010 - 13h29

Petrobras importou 1,2 milhão de barris de gasolina este ano

RIO - A Petrobras confirmou a importação de 1,2 milhão de barris de gasolina nos dois primeiros meses deste ano, o equivalente a três dias do consumo brasileiro. O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, ressaltou que em fevereiro o consumo do produto no Brasil subiu 31% na comparação com igual mês do ano anterior.

O executivo lembrou que a escalada do consumo da gasolina começou em outubro, em decorrência da entressafra de etanol. Segundo ele, até outubro do ano passado a Petrobras exportava cerca de 40 mil barris de gasolina por dia.

De acordo com o diretor, o incêndio ocorrido esta semana na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) não significará uma necessidade maior de importação do combustível, uma vez que a unidade possuía um estoque confortável. Costa informou que a primeira unidade de destilação da Reduc deverá voltar a operar amanhã.

O diretor reiterou que a importação de gasolina é decidida diariamente, de acordo com o acompanhamento do mercado nacional. A expectativa é que, a partir da entrada da nova safra, em abril, os preços do etanol caiam, puxando novamente o aumento do consumo de álcool e a consequente queda da demanda por gasolina.

"Possivelmente deve ter alguma redução de preço do etanol, voltando um certo equilíbrio (de preços). Além disso, está previsto para maio o retorno da mistura de 25% do álcool na gasolina", explicou Costa.

O diretor rechaçou ainda a ideia de que a companhia ganha com a importação por vender gasolina às distribuidoras por preços superiores aos cobrados internacionalmente.

"A Petrobras vende a gasolina na porta da refinaria por R$ 1,10. É mais barato que em vários países do mundo. Na bomba, vende por R$ 2,54 por litro, mas eu não tenho ação nenhuma sobre isso", ressaltou.

Costa disse ainda que já assinou 12 dos 19 contratos para afretamento de embarcações que atenderão a companhia na navegação de cabotagem para derivados. O diretor confirmou que "em breve" os sete restantes serão fechados, mas não quis detalhar as negociações. Estes navios terão que ser construídos no Brasil e serão de propriedade das companhias contratadas, que terão, para a construção, a garantia de um contrato de afretamento de 15 anos dada pela Petrobras.

(Rafael Rosas | Valor)

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