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08/03/2010 - 14h59

Bolsas europeias fecham de lado à espera de definição sobre Grécia

SÃO PAULO - Depois dos ganhos expressivos da semana passada, as bolsas europeias não definiram tendência nesta segunda-feira e fecharam próximas da estabilidade. O mercado continua aguardando uma definição sobre uma possível ajuda à Grécia.

Em Frankfurt, o DAX recuou 0,02%, para 5.876 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,18%, para 3.904 pontos. Em Londres, o FTSE 100 apresentou leve alta de 0,12%, para 5.607 pontos.

Sem indicadores importantes no dia, as atenções dos investidores estiveram voltadas ao resultado da reunião realizada ontem entre o premiê grego George Papandreou e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, em Paris.

Sarkozy disse que os países da zona do euro estão prontos a ajudar a Grécia, se for necessário. Na sexta-feira, Papandreou esteve reunido chanceler alemã Angela Merkel. Ela garantiu que a Grécia não solicitou ajuda financeira.

O presidente do banco central da Grécia, George Provopoulos, reiterou em entrevista ao jornal Financial Times Deutschland que o país não vai solicitar ajuda externa para solucionar sua dívida.

Ele se mostrou confiante de que o governo grego será capaz de levantar os recursos necessários para refinanciar os vencimentos da dívida em abril e maio. Provopoulos destacou a forte demanda pelos bônus gregos vendidos na quinta-feira passada, o que mostrou que Atenas pode obter os recursos que precisa nos mercados financeiros.

Antes que a preocupação com a Grécia atinja outros países endividados, Portugal tratou hoje de se apressar e apresentar medidas de austeridade fiscal na tentativa de evitar uma crise. Assim como os gregos, os portugueses vão cortar o pagamento de benefícios e retirar algumas isenções fiscais. As iniciativas fazem parte do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O PSI 20, da Bolsa de Portugal, recuou 0,60%, para 7.917 pontos.

No campo corporativo, as ações da BioMerieux, avançaram 4,6%. A fabricante de testes para Aids e hepatite registrou crescimento de 14% em seu lucro líquido de 2009, para 148 milhões de euros. A empresa elevou sua previsão de crescimento anual das vendas de 7% para 9% ao ano até 2015.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)

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