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08/03/2010 - 17h15

Cautela predomina e dólar inicia a semana abaixo de R$ 1,80

SÃO PAULO - Depois de recuar 0,27% na sexta-feira e de acumular perda de 1,11% na semana, o dólar encerrou os negócios desta segunda-feira praticamente estável, ainda abaixo de R$ 1,80, em uma nova sessão de volatilidade cambial.

Com mínima de R$ 1,772 e máxima de R$ 1,792, a divisa americana fechou o dia negociada a R$ 1,786 na compra e a R$ 1,788 na venda, alta de 0,05%. No ano, o dólar segue apreciado em 2,58%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar subiu 0,32%, para R$ 1,790. O volume aumentou de US$ 45,75 milhões, na sexta-feira, para US$ 63,5 milhões hoje. Os negócios no interbancário cresceram de US$ 1,7 bilhão para US$ 3 bilhões, no período.

O Banco Central (BC) realizou seu já tradicional leilão de compra de dólar no mercado à vista, em que a taxa de corte correspondeu a R$ 1,7894.

O vice-presidente de Tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, observou que o movimento de cautela deu o tom para o mercado na abertura desta semana, em meio à expectativa dos agentes em relação à possível adoção, por parte do governo, de medidas para conter a apreciação cambial.

A agenda externa vazia de indicadores também contribuiu para a falta de "ânimo" dos investidores. Entre as notícias internacionais de destaque, o presidente do banco central do país, George Provopoulos, afirmou, em entrevista ao jornal Financial Times Deutschland, que a Grécia não vai solicitar ajuda externa para se livrar da crise da dívida.

Ele se mostrou confiante de que o governo grego será capaz de levantar os recursos necessários para refinanciar os vencimentos da dívida em abril e maio.

O dirigente do BC da Grécia ainda sustentou que a forte demanda pelos bônus gregos vendidos na quinta-feira passada mostrou que Atenas pode obter os recursos que precisa nos mercados financeiros.

Há pouco, o euro operava em alta ante o dólar, ainda que com uma variação pouco expressiva.

No Brasil, o Boletim Focus, do Banco Central (BC), não trouxe grandes mudanças em relação ao dólar. A projeção dos agentes de mercado para a taxa de câmbio em dezembro de 2010 teve leve alta, ao passar de R$ 1,80 para R$ 1,81. Para o fim de 2011, a previsão caiu de R$ 1,87 para R$ 1,85. Para março, as instituições mantiveram a previsão para a taxa em R$ 1,82.

A expectativa dos agentes para o déficit em conta corrente a ser registrado neste ano aumentou de US$ 50 bilhões para US$ 52 bilhões, enquanto a estimativa para o déficit de 2011 passou de US$ 57,9 bilhões para US$ 60 bilhões.

Na avaliação do mercado, a balança comercial brasileira deve ter superávit de US$ 10 bilhões em 2010, número mantido pela sexta semana. Para o próximo calendário, os agentes elevaram sua previsão, de US$ 2,8 bilhões para US$ 3 bilhões.

Por fim, a estimativa para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) não foi alterada nem para este ano (US$ 38 bilhões), nem para o próximo (US$ 40 bilhões), pela sexta semana.

(Beatriz Cutait | Valor)

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