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11/03/2010 - 17h54

Alemanha quer participar de projetos para Copa e Olimpíada no Brasil

SÃO PAULO - O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, que visita o Brasil, disse hoje que o país europeu pode ter uma "participação-chave" nos investimentos brasileiros para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

"As empresas alemãs querem obter encomendas para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016", disse o ministro durante evento organizado hoje em São Paulo pela Câmara Brasil Alemanha.

Amanhã, ele estará no Rio de Janeiro para discutir planos de urbanização da cidade e apresentar projetos de instalações sustentáveis, como estádios que aproveitam a energia solar.

Na cidade, Westerwelle deverá ter um encontro com o prefeito Eduardo Paes e com o governador do Estado, Sérgio Cabral, além de participar de um simpósio que terá a presença dos ministros Orlando Silva, dos Esportes, e Marcio Fortes, dos Transportes e Cidade.

Com a experiência nos dois eventos esportivos, a Alemanha tem condições de fazer parte de toda a gama dos investimentos de US$ 50 bilhões demandados pela Copa e pelos Jogos Olímpicos, defendeu durante o encontro o presidente da Siemens, Adilson Antonio Primo.

A delegação empresarial que acompanha o ministro já colocou ao governo brasileiro, durante a passagem por Brasília, que tem condições de atuar em projetos ligados a segurança, portos, aeroportos e construção de estádios.

Nesse último quesito, o escritório alemão de arquitetura GMP já fechou contratos para desenvolver os projetos dos estádios que abrigarão jogos da Copa em Belo Horizonte, Brasília e Manaus, além de trabalhar na reforma do Morumbi, de São Paulo.

Ontem, Westerwelle esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o estreitamento dos laços comerciais entre os dois países. Nesse sentido, os alemães querem realizar em 2013 o Ano da Alemanha no Brasil - a exemplo do que ocorreu no ano passado com a França.

O objetivo alemão é garantir no Brasil uma forte presença não apenas dos grandes grupos, mas também de pequenas e médias empresas, disse Westerwelle durante o encontro na capital paulista. "Acho imprescindível que essas empresas, que têm mais dificuldades de entrar em novos mercados, participem disso", assinalou o ministro no primeiro discurso público em sua visita ao país.

Com a tendência de crescimento do consumo doméstico e dos projetos previstos em infraestrutura, os investimentos da Alemanha no Brasil cresceram 130% em 2009, de acordo com dados fornecidos pela Câmara Brasil Alemanha. Mais de 1,2 mil empresas de capital alemão já estão instaladas no país.

Durante o evento em São Paulo, o chanceler também elogiou o comportamento do Brasil no período de turbulência econômica, destacando que o país foi um dos últimos a entrar e um dos primeiros a sair da crise financeira. Ele destacou o maior peso brasileiro no cenário político internacional. "Hoje o Brasil é um país que ninguém pode ignorar", apontou.

(Eduardo Laguna | Valor)

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