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11/03/2010 - 10h19

China preocupa e Bovespa deve começar pregão em baixa

SÃO PAULO - Depois de dois dias de alta, o movimento comprador deve registrar uma pausa nesta quinta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A indicação é dada pelo mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em abril perdia 0,38%, a 70.375 pontos.

O tom mais cauteloso é imposto pela divulgação de uma série de indicadores sobre a economia chinesa. Os dados de inflação, produção e consumo trouxeram a preocupação com um superaquecimento e possíveis medidas restritivas para conter isso.

O esperado índice de preços ao consumidor subiu 2,7% em fevereiro, em relação a igual mês do ano passado, contrariando previsão de alta de 2,4%. Nos dois primeiros meses do ano, a produção industrial saltou 20,7% no comparativo anual. E, mantida a base de comparação, os investimentos em ativos fixos cresceram 26,6%.

Também foi divulgado um crescimento acima do esperado para os empréstimos no país, que somaram 700 bilhões de yuan (US$ 102 bilhões) no mês passado. O previsto era 675 bilhões de yuans.

Os dados chineses também fazem preço em Wall Street, onde os índices futuros apontam para baixo. Na agenda americana, apenas os pedidos semanais por seguro-desemprego e a balança comercial de janeiro.

A preocupação com novas medidas restritivas também faz preço no mercado europeu. Há pouco, o FTSE-100, de Londres, caía 0,39%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, caía 0,05%. O mercado de câmbio local não capta esse ambiente de maior aversão ao risco e os agentes seguem se desfazendo de moeda americana. Há pouco, o dólar comercial caía 0,22%, a R$ 1,769 na venda.

Na agenda local, os agentes receberam o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. Praticamente em linha com o esperado, a economia cresceu 4,3% entre outubro e dezembro de 2009, em relação a um ano antes. Já em 2009, o PIB encolheu 0,2%, primeira retração anual desde 1992.

Na quarta-feira, o Ibovespa voltou a testar a linha dos 70 mil pontos, mas esbarrou na queda das ações da Vale e na instabilidade do mercado externo. Ainda assim, o índice garantiu alta de 0,58%, para 69.979 pontos. Tal patamar de fechamento é o maior desde 13 de janeiro, quando o índice valia 70.385 pontos. O giro financeiro somou R$ 8,17 bilhões.

Em Wall Street, o Dow Jones fechou com leve valorização, de 0,03%. Mais firmes, S & P 500 e Nasdaq ganharam 0,45% e 0,78%, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor)

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