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11/03/2010 - 12h25

Desempenho do PIB brasileiro supera o de nações desenvolvidas

RIO - O crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no quarto trimestre do ano passado mostra uma recuperação da economia brasileira depois do impacto da crise internacional no país. No ano, a economia nacional recuou 0,2%, o que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considerou " crescimento nulo " , enquanto outras economias apresentaram resultados bem mais decepcionantes.

" Comparado com os outros países, o Brasil teve uma queda muito pequena, que a gente considera praticamente nula. Porque União Europeia, Estados Unidos, Canadá, México e outros tiveram uma queda no volume do PIB bem mais expressiva que o Brasil " , frisou Rebeca Palis, gerente de contas trimestrais do IBGE, lembrando que resultados já divulgados apontam para retrocessos de 2,4% na economia americana, de 2,6% no Canadá, de 4% na zona do euro, de 4,1% na União Europeia e de 7,9% na Rússia.

Embora tenha evitado afirmar se o resultado do quarto trimestre mostra que o Brasil superou a crise internacional, Rebeca ressaltou que o ano começou em um ritmo lento e terminou com uma trajetória mais acelerada de avanço da economia. Enquanto o resultado do primeiro semestre, comparado com igual período do ano anterior, mostra uma queda de 1,9% no PIB do país, os últimos seis meses de 2009 apontam para uma alta de 1,5%.

" Tem um crescimento realmente efetivo. Olhando na série com ajuste sazonal, a gente vê um crescimento do quarto em relação ao terceiro trimestre " , diz Rebeca.

Do lado da produção, a indústria puxou a alta de 2% no quarto trimestre na série com ajuste sazonal. A economista do IBGE lembrou que o cenário do fim do ano passado mostrava a recuperação dos setores que foram mais afetados pela crise internacional. A indústria terminou o período outubro-dezembro com alta de 4% frente aos três meses imediatamente anteriores.

Nos outros setores, a agropecuária fechou o trimestre sem variação, enquanto os serviços subiram 0,6%. Do lado da demanda, o consumo das famílias manteve a trajetória de alta, com crescimento de 1,9% frente ao terceiro trimestre, enquanto a formação bruta de capital fixo, equivalente aos investimentos na economia, cresceu 6,6%, mantendo o ritmo de alta de 6,7% registrado no terceiro trimestre. Já o consumo do governo subiu 0,6%, enquanto as exportações de bens e serviços avançaram 3,6% e a importação de bens e serviços aumentou 11,4%.

(Rafael Rosas | Valor)

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