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11/03/2010 - 07h51

Dia marca reação aos dados da China e varejo nos EUA

SÃO PAULO - Depois do resultado da balança comercial, os investidores reagem a mais dados sobre a economia chinesa durante o mês de fevereiro. Foram apresentados na noite de ontem a inflação, as vendas no varejo e a produção industrial.

Começando pela inflação, os preços ao consumidor subiram 4,9% em fevereiro no comparativo anual. Tal variação é idêntica à registrada em janeiro e pouco superior aos 4,8% estimados pelos especialistas. Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, os alimentos, que representam cerca de 30% do índice, avançaram 11% sobre fevereiro do ano passado, enquanto o restante dos preços avançaram 2,3%
Já os preços no atacado avançaram 7,2%, depois de marcar 6,6% na abertura do ano. Também acima do previsto.

No lado da atividade, a produção industrial cresceu 14,9% em fevereiro, sempre no comparativo anual, enquanto as vendas no varejo avançaram 11,6%.
Durante entrevista o diretor do banco central da China, Zhou Xiaochuan, disse que as expectativas de inflação estão estáveis no momento. Alertou que a autoridade monetária utilizará a taxa de juros para conter o avanço dos preços.
Além de assimilarem esses dados, os investidores recebem novos números sobre a economia americana e sobre a inflação no mercado local.

Por aqui, a Fundação Getulio Vargas (FGV) apresenta a primeira prévia para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de março. Está prevista inflação no atacado ao redor de 0,60%.
A FGV também divulga o Índice de Preços ao Consumidor Semanal para as cidades São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apresenta sua leitura semanal para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz a pesquisa industrial de emprego e salário.
Na agenda americana, destaque para as vendas no varejo. Está prevista uma elevação de 0,8% em fevereiro. Também será conhecida a preliminar sobre a confiança do consumidor e os estoques nas empresas.

Cabe lembrar que o pregão de sexta-feira é último no qual a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera às 11h às 18h. Com o início do horário de verão dos EUA, o pregão volta a acontecer das 10h às 17h.

Na próxima semana, o foco dos agentes está voltado à reunião do Federal Reserve (Fed), banco central americano, e aos indicadores de inflação nos EUA. Por aqui, destaque para a pesquisa mensal de comércio referente ao mês de janeiro.

(Eduardo Campos | Valor)
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