UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/03/2010 - 12h21

Varejo surpreende e puxa contratos de juros para cima

SÃO PAULO - Em dia de agenda carregada, com o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e vendas varejistas de janeiro, os contratos de juros futuros de vencimento mais curto acumulam prêmio de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Pela medição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a economia brasileira cresceu 4,3% sobre o quatro trimestre de 2009, resultado pouco abaixo do consenso de 4,5%. Já em todo o ano de 2009, a economia encolheu 0,2%, primeira retração anual desde 1992.

Olhando agora para 2010, o IBGE mostrou que as vendas no varejo cresceram 2,7% em janeiro, na comparação com dezembro, enquanto o consenso rondava 1,8%. Já em relação a janeiro de 2009, o avanço foi de 10,4%.

Segundo o diretor de gestão da Meta Asset Management, Henrique de La Rocque, os dados do PIB teriam peso negativo sobre a curva, pois ficaram abaixo do esperado. Por isso, o que está determinando a tomada de posições no mercado são as vendas no varejo, que subiram com força em janeiro.

Outro fator que pressiona a curva para cima, segundo o diretor, são os contínuos rumores sobre a saída do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Por mais que isso não tenha influência sobre as decisões de curto prazo da autoridade monetária, De La Rocque aponta que o assusto serve para aumentar os prêmios de risco.

Por volta das 12h15, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2010 subia 0,05 ponto, projetando 9,34%. Já abril de 2010 ganhava 0,04 ponto, apontando 8,80%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 acumulava 0,03 ponto, a 10,50%.

Entre os mais longo o ajuste é menos relevante. O vértice janeiro de 2012 subia 0,01 ponto, a 11,61% e janeiro de 2013 também ganhava 0,01 ponto, a 11,92%.

Avaliando o cenário de política monetária, De La Rocque aponta que a dúvida entre os agentes de mercado ainda é grande, mas como a inflação piorou muito e muito rápido, há espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) elevar a Selic já na reunião da semana que vem.

"É consenso que tem que subir a taxa. Então, por que não subir logo?", diz o diretor, que trabalha com um aperto inicial de 0,5 ponto percentual.

Na gestão da dívida pública, o Tesouro vende Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F).

(Eduardo Campos | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host