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12/03/2010 - 13h01

DIs mais curtos voltam a mostrar aumento dos prêmios de risco na BM & F

SÃO PAULO - Dando continuidade ao movimento travado nos dois últimos dias, os contratos mais curtos de juros futuros mostram um aumento dos prêmios de risco na curva, enquanto os mais longos declinam na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Único indicador brasileiro divulgado nesta sexta-feira, o emprego industrial cresceu 0,3% em janeiro na série com ajuste sazonal, após declínio de 0,6% no último mês de 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com janeiro de 2009, o pessoal ocupado na indústria diminuiu 1,1%. A taxa foi a menor desde dezembro de 2008. Em 12 meses, o indicador também teve baixa, de 5,1%.

A pesquisa mostrou ainda que o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria subiu 5,9% em janeiro, no confronto com dezembro de 2009, e teve elevação de 2,4% ante o primeiro mês do ano passado.

O economista-chefe do Banco Schahin, Sílvio Campos Neto, assinala que o desempenho dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) nos negócios desta sexta-feira refletem, mais uma vez, a aposta dos agentes num início de aperto monetário neste mês.

"Acredito que o movimento seja mais de continuidade em relação aos últimos dias, com o aumento das apostas de alta da Selic na próxima semana. O número de emprego não foi tão forte a ponto de gerar este impacto", comentou.

Na avaliação do economista, a nota divulgada na noite de ontem pelo Banco Central (BC), em que a instituição comentou o diálogo entre seu presidente, Henrique Meirelles, e o dirigente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, apenas fortalece a aposta na alta de juros no curto prazo.

No comunicado, o BC ressaltou que Meirelles ouviu as ponderações feitas por Skaf, mas que, ao tomar suas decisões, leva em considerações "todas essas opiniões e também os dados técnicos relacionados com uma série de fatores, sempre com vistas a cumprir a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)".

Ainda que mantenha a previsão de aumento da taxa básica de juros somente na reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom), Campos Neto ressalta que o início do aperto em março não será uma surpresa.

Na parte mais longa da curva, o DI para janeiro de 2012 recuava 0,03 ponto percentual, a 11,64%, enquanto o contrato do primeiro mês de 2013 cedia 0,04 ponto, a 11,96%. Também operava em baixa o DI de janeiro de 2014, que diminuía 0,05 ponto, a 12,07%.

Na ponta mais curta, o contrato para janeiro de 2011, referência de mercado, subia 0,03 ponto, a 10,55%. Entre os DIs com vencimento em 2010, o de abril operava estável, a 8,82%, enquanto o de julho registrava alta de 0,02 ponto, a 9,37%.

(Beatriz Cutait | Valor)

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