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16/03/2010 - 14h25

Bolsas europeias caem com risco de catástrofe nuclear no Japão

SÃO PAULO - As bolsas europeias registraram novas baixas nesta quarta-feira, ainda sob efeito das preocupações com o impacto da catástrofe no Japão sobre a economia mundial. Também colaborou para o clima negativo a redução do rating dos títulos de Portugal pela Moody's.

Entre as principais bolsas da região, o índice FTSE 100, de Londres, caiu 1,70%, para 5.598 pontos; em Paris, o CAC 40 recuou 2,23%, para 3.697 pontos; e em Frankfurt, o DAX terminou em baixa de 2,01%, para 6.514 pontos.

O comissário de Energia da União Europeia, Guenther Oettinger, disse que a usina nuclear de Fukushima "está efetivamente fora de controle", em depoimento a uma comissão do Parlamento Europeu. "Nas próximas horas, podem haver eventos catastróficos", acrescentou.

Várias empresas multinacionais começaram a transferir seu pessoal do Japão ou a retirá-los de Tóquio, temendo que os cortes de energia elétrica e um possível desastre nuclear maior afetem seus negócios.

A Pimco, maior fundo de investimentos do mundo, suspendeu as operações em Tóquio as está transferindo para outros locais, como Sydney, na Austrália. O Société Générale começou a deslocar mais de 200 funcionários de Tóquio.

As ações do setor financeiro foram penalizadas pela redução da nota de risco de crédito dos títulos do governo de Portugal pela Moody's, de A1 para A3. Santander perdeu 3,2%, HSBC recuou 2,5% e BNP Paribas terminou em baixa de 3,1%.

Entre os indicadores do dia, a atividade de construção de casas nos Estados Unidos declinou 22,5% em fevereiro, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 479 mil unidades. Em janeiro, a marca apurada foi de 618 mil unidades (dado revisado). O indicador registrou queda também na comparação com fevereiro de 2010, de 20,8%.

O índice de preços ao produtor nos Estados Unidos aumentou 1,6% em fevereiro, após acréscimo de 0,8% na abertura de 2011. Foi a maior alta no indicador desde o 1,9% de elevação em junho de 2009, apontou o Departamento do Trabalho do país em nota.

A inflação na zona do euro alcançou 2,4% em fevereiro, perante um ano antes, pouco acima da taxa anual apresentada na abertura de 2011, de 2,3%. O resultado foi idêntico àquele projetado para o intervalo. Em fevereiro do calendário anterior, o indicador tinha subido 0,8%.

Na União Europeia, o índice de preços ao consumidor avançou 2,8% em fevereiro, em relação ao mesmo período de 2010. A taxa coincidiu com aquela registrada no início deste calendário. Em fevereiro do ano passado, a inflação estava em 1,5%.

(Téo Takar | Valor, com agências internacionais)
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