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17/03/2010 - 10h11

Ações sobem em bloco e Ibovespa marca 66.542 pontos; dólar recua

SÃO PAULO - Com apenas sete ações em baixa, o Ibovespa dá andamento à trajetória positiva nos negócios desta quinta-feira, embora tenha reduzido uma parte de sua alta.

Naturalmente, os investidores seguem atentos à situação no Japão e o temor de uma catástrofe nuclear no país não se dissipou. De toda forma, as bolsas mostram uma recuperação após as perdas recentes e os preços das commodities também sobem, em um cenário de menor aversão a risco.

Por volta das 11h, o Ibovespa ganhava 0,82%, aos 66.542 pontos, e girava R$ 746 milhões. Na BM&F, o Ibovespa futuro, com vencimento em abril, apresentava alta de 0,75%, com o registro de 66.990 pontos.

Ontem, o Ibovespa havia registrado queda de 1,50%, para 66.002 pontos.
A trajetória positiva da bolsa também é vista em outras praças acionárias. Em Wall Street, o mercado iniciou as operações com valorização, passadas três baixas consecutivas. Há pouco, o índice Dow Jones subia 1,09%, o S&P 500 ganhava 1,26% e o Nasdaq registrava alta de 1,19%.

Os investidores operam ainda na expectativa em relação a uma atuação global em relação à crise japonesa. A ministra francesa da Economia, Christine Lagarde, convocou uma reunião dos ministros das Finanças e diretores de bancos centrais do G-7 para avaliar o que pode ser feito para ajudar o Japão, enquanto o país lida com os efeitos de terremotos e tsunami e uma crise nuclear.

A quinta-feira ainda conta cum uma agenda carregada de indicadores econômicos americanos.

Logo cedo, o Departamento do Trabalho mostrou que os novos pedidos de seguro-desemprego no país declinaram em 16 mil na semana encerrada no dia 12 deste mês, para 385 mil.
A instituição ainda revelou que o índice de preços ao consumidor americano avançou 0,5% em fevereiro, seguindo elevação de 0,4% no primeiro mês deste ano. Sem alimentos e energia, o indicador aumentou 0,2%, mesma taxa verificada em janeiro.

Do lado negativo, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, mostrou que a produção industrial do país recuou 0,1% em fevereiro, após o avanço de 0,3% em janeiro (dado revisado). A utilização da capacidade da indústria ficou em 76,3% em fevereiro, ante o total de 76,4% visto no primeiro mês de 2011.

No front corporativo brasileiro, as "blue chips" dão força para a trajetória do Ibovespa. Há pouco, Vale PNA subia 1,38%, a R$ 45,32, Petrobras PN ganhava 0,64%, a R$ 27,96, e OGX Petróleo ON se apreciava em 1,01%, a R$ 18,95.

Destaque ainda para o desempenho positivo de empresas do setor de construção, como MRV ON (1,44%, a R$ 14,05), Rossi ON (1,44%, a R$ 14,00) e Cyrela ON (1,41%, a R$ 15,72).

Já as maiores baixas do índice, minoria no dia, partiam de Gol PN (-0,50%, a R$ 21,78), Marfrig ON (-0,69%, a R$ 14,20) e Usiminas ON (-0,96%, a R$ 28,72).

No mercado cambial, o dólar segue perdendo força para as principais moedas mundiais. Há instantes, a divisa americana cedia 0,17%, a R$ 1,671 na venda. Na BM&F, o contrato futuro, com vencimento em abril, recuava 0,35%, a R$ 1,6765.

(Beatriz Cutait | Valor)
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