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17/03/2010 - 12h28

Bovespa reduz ritmo de alta, à espera da reunião do Copom

SÃO PAULO - Embora o otimismo prevaleça no mercado acionário no pregão desta quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reduz os ganhos ao fim da primeira etapa.

O mercado brasileiro segue acompanhando o desempenho das bolsas americanas e europeias, mas pesa a preocupação com relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, atualmente em 8,75% ao ano. O mercado está bem dividido no que tange às expectativas de início do aperto agora ou apenas em abril.

Há pouco, o Ibovespa avançava 0,22%, aos 70.094 pontos, com giro de R$ 1,818 bilhão. O índice futuro também subia, 0,14%, aos 70.560 pontos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones tinha elevação de 0,38%, enquanto o Nasdaq se apreciava em 0,53% e o S & P 500 aumentava 0,51%.

O economista da M2 Investimentos, Roberto Alem, avalia que o desempenho positivo das bolsas é apenas uma continuação da última jornada.

"O otimismo começou ontem, com o Fed [Federal Reserve, banco central americano] dizendo que manterá os juros baixos nos Estados Unidos ainda por um bom tempo, que era o que o mercado queria ouvir. Na Europa, a avaliação feita pela S & P sobre a Grécia também animou o mercado. Hoje, a previsão do Banco Mundial para o crescimento da China e dados bons de emprego no Reino Unido também contribuem para a manutenção do otimismo", comentou.

De acordo com o Banco Mundial, a economia chinesa deve ter expansão 9,5% este ano, impulsionada por um novo modelo de crescimento, caracterizado por menos investimentos conduzidos pelo governo, pela recuperação das exportações e por um sólido consumo doméstico. Segundo informações da agência oficial Xinhua, a projeção é superior à estimativa divulgada em novembro, de crescimento de 8,7%, bem como à meta do governo, de 8%.

Passando para a agenda de indicadores americanos, o índice de preços ao produtor nos Estados Unidos diminuiu 0,6% em fevereiro, invertendo a direção tomada na abertura do ano, de avanço de 1,4%. Sem alimentos e energia, itens considerados voláteis, o indicador subiu 0,1%, depois de alta de 0,3% em janeiro.

Já o volume de pedidos de empréstimos imobiliários nos EUA diminuiu 1,9% na semana encerrada no dia 12 deste mês, em relação à anterior, na série com ajuste sazonal. No mesmo intervalo, as solicitações de hipotecas para refinanciar empréstimo imobiliário existente declinaram 2,3%.

Dentro do Ibovespa, entre as " blue chips " , as ações PN da Petrobras aumentaram 0,13% há pouco, a R$ 37,26, com giro de R$ 133,6 milhões.

A Petrobras anunciou ontem mais uma descoberta de petróleo perto de uma área onde já tem estrutura montada de produção na bacia de Sergipe, o que reduz custos e eleva a velocidade de exploração. A empresa descobriu uma acumulação de óleo leve com potencial de reservas estimado em 15 milhões de barris.

A empresa divulgará na sexta-feira, depois do fechamento do mercado, o balanço financeiro relativo a 2009. Inicialmente a divulgação aconteceria no dia 26 de fevereiro, mas foi adiada na véspera por problemas de agenda dos conselheiros da companhia, que têm de se reunir para aprovar os números.

Os papéis PNA da Vale registravam baixa de 0,04%, a R$ 47,81, e movimentavam R$ 197 milhões.

Entre as maiores altas do índice, destaque para os papéis ON da Fibria, com avanço de 2,67%, a R$ 38,04, e para as ações PN da TAM, com ganhos de 1,41%, a R$ 30,79. Também estão entre as maiores valorizações as ações do setor elétrico. Minutos atrás, as ações PNB da Cesp subiam 1,35%, a R$ 24,68, enquanto os papéis PNB da Eletrobras avançavam 1,23%, a R$ 32,90.

No sentido contrário, as ações ON da JBS lideravam as perdas, com recuo de 2,79%, a R$ 8,36, seguidas pelos papéis PNA da Telemar, que caíam 1,24%, a R$ 52,38, e pelas ações ON da TIM Participações, com recuo de 0,91%, a R$ 7,60.

A JBS anunciou ontem que vai adiar sua oferta pública de ações em 12 dias, por exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), para que " sejam dissipadas " as informações contidas numa reportagem do Valor, que relatou comentários feitos pelo presidente da empresa durante a conferência para divulgação dos resultados, em 8 de março. Na ocasião, Joesley Batista informou que estudava novas formas de financiamento, incluindo a emissão de mais ações no Brasil. A empresa entrou com o pedido formal de oferta no dia 11.

Entre os maiores volumes do dia, apareciam as ações ON da OGX Petróleo, com valorização de 0,47%, a R$ 17,07, e giro de R$ 72,9 milhões.

Também tinham um volume forte os recibos de ação da Laep, com giro de R$ 70,8 milhões, queda de 0,61%, a R$ 1,62.

(Beatriz Cutait | Valor)

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