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17/03/2010 - 16h18

DIs ajustam para baixo à espera do Copom

SÃO PAULO - Os contratos de juros futuros tiveram um marcado ajuste de baixa no pregão que antecede a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Ainda hoje o colegiado mostra qual o rumo da Selic, se estabilidade em 8,75% ou se tem início um ciclo de aperto monetário.

Destaque para os vencimentos curtos que devolveram boa parte dos prêmios acumulados nos últimos pregões, mostrando uma brusca redução nas apostas de alta na taxa básica de juros.

Chamou a atenção também o volume de negócios, antes do ajuste final foram transacionados quase 4 milhões de contratos.

Ao final da jornada, na Bolsa de Mercadorias e & Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril, que respondeu por mais da metade do volume do dia, marcava baixa de 0,04 ponto, a 8,80%. Julho de 2010 perdeu 0,08 ponto, a 9,28%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 cedeu 0,08 ponto, a 10,45%.

Entre os mais longos, o vértice janeiro de 2012 marcava 11,64%, baixa de 0,03 ponto. Destoando, janeiro de 2013 subia 0,01 ponto, a 11,96%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 3.921.140 contratos, equivalentes a R$ 379,72 bilhões (US$ 214,94 bilhões), alta de 70% sobre o volume de ontem. O vencimento para abril de 2010 foi novamente o mais negociado, com 2.328.300 contratos, equivalentes a R$ 231,97 bilhões (US$ 131,31 bilhões).

Segundo o vice-presidente de Tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, uma coisa que se discute muito é que o Banco Central na sua configuração atual dá sinais, se comunica com o mercado, mostra a maneira como vai agir e só depois age. "O que o mercado vê é que essa comunicação ainda não está completa. O Banco Central não sinalizou completamente que vai subir os juros", diz Folchini, apontando que os participantes do mercado passaram a ponderar essa questão da comunicação e reduzir as apostas de aperto monetário nesta quarta-feira.

De ordem mais prática, diz Folchini, parece que os participantes também resolveram fazer contas e descobriram que mesmo um cenário ruim, ou seja, de alta em todas as reuniões do ano, já está precificado na curva futura.

(Eduardo Campos | Valor)

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