UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

17/03/2010 - 17h37

Dólar respeita banda de R$ 1,76 a R$ 1,78

SÃO PAULO - A taxa de câmbio seguem andando de lado, ou seja, não se afasta muito de uma banda de oscilação. No caso do dólar comercial, essa faixa vai de R$ 1,760 a R$ 1,780. E para o gerente da mesa de câmbio do Banco Prosper, Jorge Kanuer, será difícil a moeda romper essa linha de forma agressiva. Na visão do especialista, falta firmeza no cenário externo e pelo lado técnico não são feitas grandes posições de compra ou de venda.

"Dentro desse cenário, não há como fazer apostas com algum grau de certeza. O mercado está muito dividido e as posições direcionais são pequenas", resume.

Ao final do pregão desta quarta-feira, o dólar comercial apontava queda de 0,16%, a R$ 1,763 na compra e R$ 1,765 na venda. Ontem, a moeda tinha avançado 0,16%.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,11%, para fechar, também, a R$ 1,765. O volume subiu de US$ 94,25 milhões para US$ 116,25 milhões. Já no interbancário, os negócios recuaram de R$ 3 bilhões, para US$ 2,5 bilhões.

Ainda de acordo com o especialista, o pregão desta quarta-feira pode ser dividido em duas partes. Pela manhã, o dólar caía no mercado externo e a liquidez era mais acentuada. Com isso, a moeda bateu a mínima de R$ 1,760.

Já à tarde, após o leilão de compra do Banco Central, o mercado perdeu liquidez, diz Knauer, e quem precisava, zerou suas exposições.

O gerente aponta que o dólar deve vir testar R$ 1,760 novamente, mas que também não seria surpresa se a moeda fosse a R$ 1,780. "Como o mercado é pequeno, qualquer posição maior acaba distorcendo o preço. A tendência num ambiente desses e não ter tendência." Os agentes também discutiram ao longo do dia as emissões externas do Bradesco, Vale e Banco Espírito Santo. As operações não tiveram grande influência na formação da taxa. Mas, de acordo com Knauer, são deixam de ser boa notícia, pois mostram demanda por Brasil no exterior. "A porta está aberta para outras emissões." Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central mostrou o fluxo cambial parcial. Na segunda semana de março, as saídas ultrapassaram as entradas em US$ 337 milhões. Já o BC, por meio de suas compras diárias, retirou outros US$ 727 milhões de circulação. Com isso, o saldo líquido do mercado foi negativo em US$ 1,06 bilhão.

(Eduardo Campos | Valor)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host