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17/03/2010 - 13h05

Governo tem maior aprovação em políticas de combate à fome e à pobreza

SÃO PAULO - A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atingiu nível recorde de 75%, cresceu em seis das nove áreas avaliadas, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje. As políticas de combate à fome e à pobreza foram as que tiveram a maior aceitação (69%) entre os entrevistados.

O governo federal também alcançou índices de aprovação acima de 50% nas áreas de educação (62%), meio ambiente (58%), combate ao desemprego (60%) e à inflação (55%).

Além disso, pela primeira vez desde março de 2006, a condução da taxa de juros teve uma adesão maior (46%) do que o percentual de desaprovação (44%). A divulgação do levantamento da CNI/Ibope coincide com o anúncio hoje, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), da taxa básica de juros, a Selic. A indústria pressiona para que o Banco Central não aumente os juros, atualmente, em 8,75%. Já a atuação do governo Lula nas áreas de saúde (51%), segurança pública (52%) e impostos (54%) registrou um índice de desaprovação maior.

"São setores carentes e onde Estados e municípios têm um papel significativo. Por outro lado, as políticas de combate à fome e à miséria estão mais associadas com o presidente", destacou Renato da Fonseca, gerente de pesquisas da CNI. A parcela dos que classificaram como regular a atual gestão caiu de 21% para 19% entre o levantamento realizado em dezembro do ano passado e o divulgado nesta quarta-feira. Já o grupo dos que consideram o governo Lula ruim ou péssimo correspondeu a 5%, com leve mudança em relação à taxa anterior (6%).

A aprovação de Lula, por sua vez, se manteve estável em 83%. "Há uma tendência de aproximação dos indicadores de aprovação da gestão com a maneira do presidente de governar. Basta ver o índice de confiança nele (Lula), que está num patamar elevado (77%), embora tenha oscilado um ponto para baixo entre uma pesquisa e outra", ressaltou Rafael Lucchesi, diretor de operações da CNI. A pesquisa CNI/Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios entre os dias 6 e 10 de março.

(Fernando Taquari | Valor)

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