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18/03/2010 - 14h38

Bovespa encosta nos 70 mil pontos, mas perde força e retoma queda

SÃO PAULO - Apesar de ter superado os 70 mil pontos na máxima do dia, mais uma vez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não consegue sustentar o patamar.

A instabilidade dos mercados externos, tendo em vista a permanente preocupação com a situação grega, está trazendo grande oscilação para o Ibovespa, que voltou para o campo negativo no início da tarde. Há pouco, com mínima de 68.972 pontos e máxima de 70.127 pontos, o índice recuava 0,62%, aos 69.292 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 3,4 bilhões.

Em Wall Street, as bolsas voltaram a operar sem direção definida. Enquanto o índice Dow Jones tinha elevação de 0,35%, há pouco, o Nasdaq se apreciava em 0,04% e o S & P 500 recuava 0,13%.

Na Europa, as principais bolsas encerraram a jornada em baixa. Dados em linha ou melhores que o esperado da economia americana estão sendo ofuscados pela volta das tensões sobre a economia da Grécia.

O premiê do país, George Papandreou, repetiu hoje que Atenas pode recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) se os europeus não concordaram em ajudar o país no encontro que acontece na próxima semana.

Ao comparecer no Parlamento Europeu, o primeiro-ministro insistiu que não quer dinheiro de seus sócios europeus, mas que os representantes da União Europeia aprovem um pacote de possíveis empréstimos na reunião que acontecerá na semana que vem.

Ontem, a chanceler alemã Angela Merkel defendeu a criação de um novo mecanismo que possibilite a exclusão de um integrante da zona do euro, se isso for necessário para evitar uma crise.

A agência de estatísticas grega anunciou ainda que o desemprego no país aumentou para 10,3% no quarto trimestre do ano passado, ante a taxa de 7,9% registra em igual período de 2008. O resultado foi o mais alto desde o último trimestre de 2004, quando o desemprego ficou em 10,4%.

Dentro do Ibovespa, a maioria dos papéis de peso operam em queda. Há pouco, as ações PNA da vale, que giravam R$ 372,6 milhões, cediam 1,21%, a R$ 47,07, enquanto as PN da Petrobras, com volume de R$ 294,6 milhões, caíam 0,80%, a R$ 36,85.

Destaque de alta para as ações do setor de cartões de crédito. Os papéis ON da Redecard lideram os ganhos do índice, ao se valorizarem em 6,60% a R$ 29,85.

Fora do Ibovespa, as ações da Cielo também disparam 7,78%, a R$ 15,92, enquanto as units do Santander avançam 0,93%, a R$ 21,60.

O banco informou hoje que passará a fazer o credenciamento de estabelecimentos comerciais para as transações de cartões de crédito ou débito. Desta forma, a instituição espanhola passa a disputar no Brasil um mercado dominado hoje pela Cielo (antiga Visanet) e Redecard.

Entre as maiores quedas do índice, estão os papéis ON da LLX, com perdas de 3,63%, a R$ 8,48, os PNA da Telemar, com baixa de 2,65%, a R$ 51,34, e as ações ON da MMX, com recuo de 2,32%, a R$ 13,46.

Também pertencentes ao grupo EBX, do empresário Eike Batista, os papéis da OGX caíam 1,89%, a R$ 16,58, enquanto as ações da MPX cediam 2,77%, a R$ 23,79.

A queda generalizada dos papéis do grupo refletem a notícia de que a OffShore Services X (OSX), futuro estaleiro a ser instalado em Santa Catarina pelo grupo EBX, teve que reduzir suas pretensões para levar adiante sua oferta de ações. A OSX e os coordenadores Credit Suisse, Itaú BBA, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley, anunciaram que a oferta inicial foi reduzida para 3.063.000 ações ordinárias, ante a ideia inicial de vender 5.511.739 ações.

(Beatriz Cutait | Valor)

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